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    Nesta quarta-feira (01), foi divulgado que Dakota Johnson estampa a capa da nova edição da revista americana, Town&Country. Além de um ensaio fotográfico maravilhoso, Dakota também concedeu uma entrevista para o veículo. Confira abaixo a tradução:


    Dakota Johnson é devastadoramente estilosa, inabalavelmente descolada e o brinde da crescente temporada de premiações. É de se admirar que ela esteja se divertindo muito?

    Dakota Johnson estava dançando em um vestido vermelho justo, enormes brincos de argola douradas pendurados em suas orelhas. Ela estava no Telluride Film Festival alguns meses atrás para o lançamento de seu último filme, The Lost Daughter, escrito e dirigido por Maggie Gyllenhaal, quando a Netflix se ofereceu para oferecer um jantar ao elenco. “Maggie estava tipo,‘ Em vez de jantar, vamos dar uma festa ’”, diz Johnson. Então, eles convidaram todos os outros filmes em exibição no festival para um restaurante local, que rapidamente se tornou o evento mais badalado da cidade. Benedict Cumberbatch, Jamie Dornan e Kirsten Dunst festejaram enquanto Whitney Houston berrava nos alto-falantes.

    Havia muito o que comemorar. Apenas 24 horas antes, The Lost Daughter havia estreado e sido aplaudido de pé no Festival de Cinema de Veneza. Após a exibição (Johnson esqueceu de trazer os óculos, mas ela relata: “Eu acho que foi lindo”) só houve tempo para uma rápida taça de champanhe antes que ela, Gyllenhaal e Peter Sarsgaard embarcassem em um jato para Telluride para fazer tudo de novo. Era muito para absorver. O filme, um retrato íntimo de mulheres complexas fazendo escolhas indescritíveis (também estrelado por Olivia Colman), foi filmado com um pouco de dinheiro em uma pequena ilha grega no auge da pandemia, um mundo longe do circuito de festivais. Agora, de repente, estava sendo considerado um grande candidato ao prêmio. Também havia a questão de simplesmente estar fora de casa.

    Em um certo momento, Johnson e sua diretora deram os braços na pista de dança improvisada e olharam ansiosamente nos olhos uma da outra. As fotos geraram um frenesi no Twitter, assim como os momentos do tapete vermelho de Johnson fariam repetidamente durante a turnê de imprensa de The Lost Daughter, mas Johnson deu de ombros e disse: “Eu nem sabia que havia um fotógrafo lá.”

    Não que ela tivesse feito algo diferente. Por que ela deveria? Johnson pode ser a pessoa perfeita para nos conduzir à Grande Restauração. Ela é uma estrela de Hollywood de terceira geração que liderou a franquia mais polêmica em anos, Cinquenta Tons de Cinza, mas se recusou a deixar qualquer uma dessas coisas defini-la. Estamos falando sobre uma mulher cuja personalidade pública é glamorosa, mas também friamente travessa; ela desmentiu abertamente (e de forma hilária) Ellen DeGeneres por mentir sobre uma festa de aniversário e sobreviveu para contar a história, e ela revelou recentemente que Jimmy Kimmel é um ótimo vizinho, “exceto que eles dão muitas festas e não me convidam”.

    Certamente Kimmel atualizará sua lista de convidados para incluir a aspirante ao Oscar, que agora está se preparando para dirigir seu primeiro longa-metragem e, a se acreditar no New York Post, recentemente se mudou para uma casa de US$ 12,5 milhões [aproximadamente R$ 70,2 milhões] em Malibu com seu namorado rockstar, Chris Martin , que a chamou de “meu universo” no palco em outubro, uma rara confissão pública para o casal privado. Você pode culpá-lo? Ela é a garota do momento neste momento muito estranho.

    As festas dançantes se tornariam uma tradição para a equipe de The Lost Daughter, que aconteceu novamente depois de uma exibição no Festival de Cinema de Nova York em outubro. Johnson e Sarsgaard compartilharam sua playlist com o DJ do Altro Paradiso no Soho. “Eram muitos Talking Heads, e The Cranberries”, diz Johnson, que – algum tempo depois, de volta ao hotel – usou um kit caseiro para fazer em Colman sua primeira tatuagem. (“Talvez tenha sido eu sendo completamente seduzida por essa pessoa linda e querendo que ela pensasse que eu era legal”, diz Colman. “Ou talvez fosse minha crise de meia-idade.”) Resumindo esse retorno pós-vacina à alegria, Johnson diz: “A questão é que as pessoas não estão se comportando normalmente. Se você vai a uma festa, você exagera.”

    Nada sobre o caminho de Johnson poderia ser descrito como normal. Esta vida e carreira? Eles parecem predeterminados e impossíveis. Ela fez sua estreia na tela grande como um caso de Justin Timberlake em A Rede Social, mas o público já estava vagamente ciente dela. Ela foi Miss Golden Globe 2006, neta de Tippi Hedren, filha de Melanie Griffith e Don Johnson, enteada de Antonio Banderas. Ela era uma menina que – aos seis anos – entregou uma cesta de Páscoa para Madonna no set de Evita.

    Johnson está sentada em um estande no Sunset Tower Hotel, a imagem do descolado em um vestido estampado laranja da Rodebjer, enquanto discutimos sua infância peripatética. O Tower Bar é um refúgio seguro para as celebridades, mas especialmente para Johnson, que celebrou seu 16º aniversário aqui. “Éramos eu e um bando de garotas na cobertura”, diz ela. “Tenho certeza que bebi uma garrafa de Hypnotiq.” Hyp- o quê? “Ninguém deveria saber o que é. É um licor. É azul brilhante. ” Depois de devidamente bêbada, ela e suas amigas correram para o outro lado da rua até o famoso Saddle Ranch, onde turistas montam um touro mecânico. E você montou? “Não”, diz ela, “Eu não montei no touro… Não naquela noite.”

    Johnson aparentemente sempre soube o que ela estava fazendo e tem um radar perfeito para diversão. Quando ela disse ao pai que não iria pra faculdade para se tornar atriz, ele deixou de ajudá-la financeiramente, querendo ter certeza de que ela realmente iria trabalhar. E ela trabalhou, aparecendo em mais de 20 filmes na última década, de comédias de grande orçamento a dramas reflexivos e até mesmo um remake artístico do clássico de terror Suspiria. Só para constar, Johnson chama a atuação de “ancestral”, não de “genética”, e a distinção faz sentido. Em comédias como Working Girl, sua mãe era uma mulher heterossexual, com uma voz ofegante e uma sexualidade excêntrica. Johnson, por sua vez, é um fio elétrico – todas escolhas imprevisíveis, brandindo seu corpo como uma arma em filmes como A Bigger Splash de Luca Guadagnino, onde sua mera chegada a uma casa de férias ameaça derrubar o status quo. Não é só na tela que não conseguimos tirar os olhos dela. Lá está ela sentada na primeira fila da Gucci, apoiando seu amigo, o designer Alessandro Michele, ou nos tabloides, comprando e reformando a antiga casa de Ryan Murphy em Hollywood Hills, transformando-a em um retiro moderno perfeito de meados do século, decorado com obras de David Hockney e Alice Mann.

    Nada poderia pará-la. Até, bem, tudo parar no início de 2020. “Eu estava, tipo ‘Uau, isso é selvagem,’” ela diz. “Todo mundo estava com um medo absoluto.” Como todos que tiveram sorte o suficiente para ficar em casa, ela fez algumas decisões estranhas, incluindo comprar uma casa no Colorado – sem ser vista – pois ela passou um tempo no estado quando criança. Foi uma decisão sentimental. Da mesma forma que ela escolhe seus projetos. Johnson é uma pessoa que sente em demasia; ela tem a palavra “tender [ternura]” tatuado em seu antebraço.

    O mundo estava em lockdown havia 4 meses quando Gyllenhaal a ligou para falar que The Lost Daughter estava saindo do papel. Seria um dos primeiros filmes a ser gravado nessa era, e, embora já tivessem projetos competindo pela atenção de Johnson, ela não conseguia desapegar desse. À primeira vista, era uma escolha curiosa. O filme é baseado no livro de Elena Ferrante, mas não havia quase nada concreto no enredo. Olivia Colman interpreta Leda, uma professora de férias na Grécia que fica fascinada pela jovem mãe Nina (Johnson), viajando com seu marido, filha e uma grande família. Quando a filha de Nina desaparece brevemente, e Leda a encontra na praia, uma breve amizade surge entre as duas mulheres.

    Apesar de Johnson ser uma “estrela de cinema”, como Gyllenhaal pontua, a história é contada através dos olhos da personagem de Colman. Mas, de certa forma, faz sentido Johnson ter se sentido atraída por um papel coadjuvante como este. Ela é uma atriz cujo corpo foi usado para vender uma franquia censurada que arrecadou mais de U$ 1 bilhão de dólares; The Lost Daughter oferece a ela a chance de empacotar algumas objetificações. Gyllenhaal diz, “Nina é muito incrível. Sua sexualidade é a moeda com a qual ela se move pelo mundo. E então, ela se encontra de repente nos – eu não sei, 30 – morrendo de fome.”

    Johnson diz, “Nina era essa garota que é muito mais do que aparenta, e sente essa fome de ser vista. Foi uma honestidade que eu jamais tinha visto em um filme antes, mulheres que são imperfeitas e abertas e nem sempre bonitas.”

    A fim de obter cenas difíceis para representar, Gyllenhaal sussurrava segredos nos ouvidos de suas atrizes e, em seguida, deixava as câmeras rolarem. Mas nem todo o trabalho foi difícil. Johnson havia comprado sua casa no Colorado, e quando descobriu que Colman compartilha de uma obsessão com design de interiores, as duas passaram horas em sites como 1stdibs e Chairish. Um sofá de tufos rosa agora faz parte da sala de estar de Johnson. Talvez algo tão cotidiano como achar tecidos fosse a libertação perfeita para um assunto tão difícil? Colman diz que é um pensamento legal. “Eu deveria dizer isso, mas na verdade nós nos divertimos muito,” ela me disse. “Quase frequentemente, se um filme se trata de um assunto difícil, você acaba rindo muito.”

    Ainda, não havia distrações da essência da coisa. The Lost Daughter (que estreia nos cinemas em dezembro antes de estrear na Netflix na véspera de ano novo) traz questões difíceis sobre maternidade, sacrifícios, autovalorização e arrependimentos. Suponho que Johnson nunca tenha tido esse tipo de conversa com sua mãe. “Na verdade, eu falei com ela há algumas semanas. Eu estava tipo ‘Existe algo que você sempre sonhou em fazer, mas você nunca fez?’ E ela me disse ‘Não. Eu sempre quis ser mãe e eu queria ter uma família.’ Isso era coisa dela.”

    Johnson talvez ainda esteja lutando com essas questões. (Ela é uma pessoa extremamente reservada. Quando questionada sobre onde ela mora atualmente, ela desvia: “Eu moro por todos os lados.”) Foi Johnson quem buscou por este projeto, e quando ela e Gyllenhaal se encontraram para almoçar, a diretora lembra, “Dakota disse para mim, ‘Eu quero ir fundo. Eu quero fazer um filme que eu possa explorar as coisas que estão na minha cabeça. E algumas dessas coisas são incomuns e dolorosas.’”

    Há alguns meses Johnson estava em Bath, Inglaterra, gravando a adaptação moderna de Persuasion, obra de Jane Austen, que ocasionou uma infecção nos rins por correr pelas florestas com um espartilho – eufórica com o material, mas em constante dor. O romance é sobre Anne Elliot, que, a pedido de sua família, rejeita um homem apenas para se arrepender dessa decisão anos depois. É sempre uma febre quando se trata de Jane Austen em Hollywood, mas eu a perguntei o que a personagem tinha que a atraiu agora? “Parte foi ser sobre uma mulher que estava na família errada, no lugar errado e que nunca foi vista,” Johnson diz. “Ela tem esse coração enorme, mas que está preso.”

    Em 2022, Johnson vai dirigir seu primeiro longa-metragem. O projeto ainda não foi anunciado, e ela teme até mesmo falar sobre isso, mas disse que se passa em “uma ilha mítica”. Sobre o projeto, ela diz: “Nós conversamos sobre outra pessoa dirigir, mas eu estava sonhando com isso, tendo ideias o tempo todo. Está em meus ossos, essa história. Eu fico tipo, ‘É muito cedo?’ Mas está acontecendo. Eu vou fazer isso.” Isso parece ser exatamente o que funciona melhor para Johnson: dance como se ninguém estivesse olhando, e o mundo pode não ser capaz de desviar o olhar.

    Tradução: Equipe DJBR | Fonte


    Confira a sessão fotográfia e os scans da Dakota para a Town&Country em nossa galeria.



    Confira todas as fotos em HQ da Dakota em flagras, eventos, premieres e photoshoots ao longo do mês de Novembro, clicando nas miniaturas abaixo.

    SHOOTS NOMEADOS > 2021 > THE HOLLYWOOD REPORTER

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    PORTRAITS > 2021 > DEADLINE CONTENDERS FILM LOS ANGELES

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    As estrelas de The Lost DaughterOlivia Colman, Dakota Johnson e Jessie Buckley – papeiam sobre torta de espinafre, vinho e a imprensa.

    Tempo: um domingo de outono. Cena: uma ligação de zoom com o elenco da estreante diretora de The Lost Daughter, Maggie Gyllenhaal, baseado no livro de Elena Ferrante. Dramatis Personae: Olivia Colman, que é Leda, uma professora de literatura divorciada que planeja passar o verão sozinha com seus livros em uma ilha grega; Dakota Johnson que é Nina, uma jovem mãe americana que está passando férias nas proximidades e objeto da nada saudável obsessão de Leda; e Jessie Buckley, uma atriz irlandesa que interpreta Leda nos flashbacks de sua sobrecarregada juventude como mãe.

    Gyllenhaal entra primeiro na chamada, de um hotel em Los Angeles: brincos de aro em prata, cabelos curtos de lado, iluminação boa. Em seguida, Buckley entrou, com um visual punk em sua jaqueta de couro preta, com um corte de cabelo irregular, que parece funcionar para Edward mãos de tesoura.

    “Como você está?”, pergunta Gyllenhaal.

    “Estou um pouco nervosa hoje”, diz Buckley. Ela estava em um ensaio do revival Cabaret, em Londres, onde interpreta Sally Bowles. “É muito legal fazer teatro. É tão puro. Como você está? Você está maravilhosa”.

    Johnson se materializa, em um escritório com painéis de madeira, erguendo as calças. “Cristo”, ela diz. “Desculpe pelo atraso.” Ela fecha seu zíper e se senta.

    “Eu te amo”, Buckley diz.

    “Olá”, Johnson diz, em um cômico sotaque inglês assim que Colman aparece, sorrindo em uma camisa verde de gola alta.

    “Você está na cama?”, Buckley pergunta.

    “Olá, meninas!” Colman diz. Ela está na cama. “Eu estou muito mal vestida. Vou procurar uma iluminação melhor.”

    “Dakota e eu temos que ir em um almoço em L.A.” Gyllenhaal explica. “Cabelo e maquiagem, a coisa toda.”

    “Vocês duas estão maravilhosas.” Colman diz. Ela se mudou para um escritório. “Aqui é onde meu marido trabalha agora. Montamos um estúdio de gravação lá, para A.D.R e narrações, e então lá” – ela inclina a tela – “é o banheiro. Então, se ele estiver em uma ligação no Zoom e eu precisar usar o banheiro, eu me certifico que ele posicionou dessa forma e então ninguém pode ver.”

    “Nós te amamos”. Buckley diz.

    “Me desculpe, voces estavam falando sobre algo muito, muito inteligente antes de eu aparecer?” Colman diz.

    “Eu queria saber, quem está na sua camiseta?” Gyllenhaal pergunta para Buckley.

    “Seu nome é Valeska Gert,” Buckley diz, esticando a camiseta nos ombros para mostrar a imagem de uma mulher pálida com um vampírico batom. “Ela era uma brilhante artista performática da Republica Weimar, e eu me apaixonei por ela. Eu mesma fiz camisetas pra mim com todas as fotos dela.”

    Gyllenhaal: “Eu realmente quero uma.”

    Johnson: “Eu também”.

    Colman: “Eu também quero uma.”

    Gyllenhaal: “Isso resolveria o problema da perseguição da imprensa.”

    Buckley: “Vamos usar camisetas, nada mais.”

    Colman: “Eu poderia usar calcinhas.”

    Voltando para o filme, e para Ferrante. Um amigo recomendou o quarteto de livros da autora para Gyllenhaal. “Ela ainda se parecia um segredo na época,” Gyllenhaal diz. Quando ela leu o terceiro livro, o qual o narrador começa sua narrativa do mundo, ela pensou “Ai meu Deus, essa mulher é tão ferrada.” Então ela pensou, “Bem, na verdade eu me pareço com ela. Então isso me torna ferrada também? Ou, de fato, há algo em comum uma experiencia secreta aqui que nós não estamos falando sobre?”

    “É tão legal que ela é anônima,” Buckley diz. “Sinto inveja.”

    “Ela pode ser quem eu quero que ela seja,” disse Gyllenhaal. Em uma carta publicada no The Guardian, Ferrante deu sua benção a Gyllenhaal para fazer sua adaptação. “Ela pode ser essa fantasia feminina, uma voz sábia no cosmos,” Gyllenhaal continua. Ela tem duas filhas. O que a atraiu em Ferrante, ela diz, foi a habilidade da autora de dizer “essas coisas em voz alta que eu realmente nunca ouvi ninguém dizer, sobre a maternidade, sobre sexo, sobre desejo, sobre a vida intelectual e artística da mulher.”

    Colman tem dois filhos e uma filha. “Eu entendo muito sobre os sentimentos que Leda tem,” ela diz. “Mas não todos. Provavelmente eu sou estranha. Eu queria poder ter tido dezesseis filhos.”

    Maternidade é o tema do filme de Gyllenhaal, mas o sentimento no set era de irmandade. “Nós sentávamos no colo umas das outras e brincamos e comemos e bebemos muito vinho,” Johnson diz.

    “Spanakopita, [da culinária grega, uma massa folhada recheada com espinafre e queijo feta.]”, Colman diz, pronunciando a palavra como um feitiço.

    “Eu sinto como se tivesse crescido fazendo esse filme,” Johnson diz. “Eu quero apertar todo mundo.” Gyllenhaal sugere uma visita em sua casa, em Nova York. “Você pode fica no quarto de Ramona,” ela diz, se referindo a sua filha.

    “Ela se importaria?” Colman pergunta.

    “Ela fica com a irmã dela,” Gyllenhaal diz.

    Uma versão anterior deste artigo citou incorretamente a observação de Maggie Gyllenhaal sobre sua filha Ramona.


    Tradução: Equipe DJBR | Fonte



    Dakota Johnson, Jessie Buckley e Olivia Colman concederam uma entrevista à revista Total Film. Confira a tradução abaixo:


    Olivia Colman, Jessie Buckley e Dakota Johnson estrelam na estreia marcante na direção de Maggie Gyllenhaal, a qual explora a história menos contada da maternidade, quando um feriado na praia dá uma virada sombria. O trio conta à Total Film como a admiração mútua e Mai Tais ajudou a fazer The Lost Daughter um candidato a prêmios.

    Está claro, ao sentar-se em uma suíte de hotel em Londres com Olivia Colman, Dakota Johnson e Jessie Buckley, que quando elas dizem que gostaram de trabalhar juntas, não é em benefício dos centímetros da coluna. Terminando as frases umas das outras e se provocando, as mulheres estão sentadas em frente do plano de fundo de uma praia banhada pelo sol e mais tarde darão as mãos nos tapetes vermelhos quando seu filme for lançado no Festival de Cinema de Londres.

    Com sua belíssima cinematografia da Grécia e as brincadeiras alegres das estrelas, você pode ser perdoado por pensar que seu projeto, The Lost Daughter, era uma comédia romântica ou pornografia de viagem. Mas a estréia na direção de Maggie Gyllenhaal a partir de seu próprio roteiro adaptado do romance de Elena Ferrante é um thriller ousado e questionador que engana os espectadores a cada passo e promove a conversa sobre papéis femininos na sociedade, arrependimento e falta dele. Filmado no ano passado na ilha de Spetses, The Lost Daughter segue a acadêmica britânica Leda (Colman) enquanto ela tira férias de trabalho para a região da Ática. Enquanto lê em sua espreguiçadeira, ela observa a jovem mãe americana, Nina (Johnson), e sua filha – descobrindo memórias dolorosas de seu passado. Buckley ensina a jovem Leda, presa em um casamento sufocante e lutando para manter um senso de si mesma.

    Tocando com ótimas críticas em festivais recentes, é um filme que posiciona a mulher sem remorso como personagens complexos com vidas ricas e confusas. Há discotecas ao som de Bon Jovi, roubo imprudente, sexo em hotel e um acerto de contas muito pontudo… Não é de admirar que isso esteja na conversa sobre prêmios quando a estrada para o Oscar começa.

    PARA MULHERES, HÁ MUITA VERGONHA EM TER DIFERENTES PENSAMENTOS SOBRE SE TORNAR UMA MÃE

    Foi tão lindo filmar na Grécia quanto parecia?

    Olivia Colman: [impassível] Horrível. Passamos um tempo terrível…

    Dakota Johnson: … realmente um lugar merda…

    OC: …foi incrível. Nós tivemos muita sorte. Durante um tempo onde para todo mundo está sendo uma merda [com Covid], nós estávamos nessa linda bolha. E no final, nós podíamos todos ir nadar no mar.

    Jessie Buckley: Foi um trabalho dos sonhos – nós estávamos fazendo um ótimo filme, com um roteiro brilhante, com todas essas pessoas brilhantes. Tem sido um dos melhores trabalhos que eu já fiz.

    DJ: Sim. E nós amamos umas as outras. Foi muito, muito especial. Isso raramente acontece, eu acho. Foi originalmente criado para ser filmado em Nova Jersey, então Halifax, Nova Scotia, mas eu acho que há uma energia em Spetses, que é um pouco lânguido, e meio misterioso. Eu não tenho passado muito tempo em Nova Jersey, a maior parte do tempo que eu passo é assistindo Jersey Shore. E é uma vibe diferente.

    OC: Eu nunca vi isso. É algo tipo Real Housewives?

    DJ: Sim, é bom.

    OC: Oh, divertido! Vou assistir.

    Jessie estava filmando na ilha antes de vocês duas chegarem – ela tem a vantagem…

    OC: Comecei a me preocupar se você iria entrar e fazer algo completamente diferente [dela], e ninguém acreditaria que éramos as mesmas. Então Maggie disse, “Eu posso te mostrar algumas cenas”. E eu comecei a assisti-las, mas pareceu errado assistir algo antes de tudo ser terminado. Eu não me senti como uma boa amiga. Então eu decidi, “Nós confiamos uma na outra. Maggie vai nos dirigir de volta se eu estiver inter pra longe”. E eu apenas sabia que Jessie seria incrível, e eu tive que tentar, realmente, viver de acordo com ela. Assistindo suas partes, acho que são as partes mais tristes para mim – as partes mais difíceis de assistir. Ela é simplesmente incrível.

    DJ: Eu queria ter tido cenas com Jessie. Nós nos apaixonamos muito uma pela outra. Eu acho que se tivéssemos trabalhado juntas, teríamos apenas nos transformado em uma pessoa com duas cabeças. Nos tornaríamos Hydra.

    JB: Temos idades parecidas, e nós duas viemos à esse filme por uma razão. Ela é uma alma especial, sabe? E realmente uma mulher interessante e complicada. E uma risada! Eu me sinto totalmente apaixonada por ela também. Eu estou triste que agora não consigo sair mais com ela. Mas mantivemos contato e estou tentando convencer ela a se mudar pra Inglaterra.

    Dakota e Olivia, vocês interpretam estranhas que estão fascinadas uma pela outra no filme – vocês mantiveram distância no set?

    OC: Oh, não. Nós estávamos segurando a mão uma da outra em nossos bolsos o tempo todo. Toda noite – porque Jessie tem a voz de um anjo – ela canta toda noite. Todos nós bebíamos Mai Tais. Eu me senti realmente mal que nossas famílias estavam em casa, segurando o forte, olhando por todos. Eu tentei não contar a eles toda a história [risadas]. [Mímicas no telefone] “Nós estamos sentindo muitas saudades de vocês. É realmente difícil”. Enquanto alguém estava tipo “Mais Mai Tais!” “Shhh!”.

    Olivia e Jessie, vocês duas interpretaram a mesma personagem em diferentes pontos da sua vida. Como vocês criaram esse retrato juntas?

    OC: Não pudemos nos encontrar antes. Estávamos em quarentena. Nós nos ligamos e dissemos “Então, somos de Leeds, com um sotaque de Yorkshire muito, muito suave e genérico…” Porque se nós duas tentássemos fazer um completo ‘Leeds’, nós definitivamente teríamos diferenças em nossa interpretação por isso. E você sabe, não há como superar o fato de que vocês são duas pessoas diferentes. E uma mulher em seus vinte e trinta anos é diferente dos seus quarenta e cinquenta. Você se torna uma pessoa diferente de qualquer jeito. Então Maggie disse, “Não importa. Há um montão de licença artística aqui. Jogue o quanto você quiser”.

    JB: O que foi uma conversa mais interessante de ter conosco independentemente foi: essa mulher tendo diferentes capítulos em sua vida e sendo a mesma, porém diferente. Ela viveu – e não tentando reduzi-la a algo contido ou particular que nós não compartilhamos.

    DJ: Sim. Maggie também percebeu no outro dia que Jessie e Olivia tem aproximadamente a mesma cor de olho, algo que ela não tinha pensado sobre antes.

    Como foi finalmente ver outras versões da mesma personagem?

    JB: Eu digo, eu tenho assistido a dança de Olivia Colman para Bon Jovi qualquer noite da semana. Nos dê uma garrafa de vinho, e estamos feitas [risadas].

    Vocês todas retrataram mulheres que são ideias complexas e desafiadoras de como a maternidade deve parecer. Teve algo que vocês acharam importante mostrar para o público?

    OC: Sim, e Maggie estava dizendo que ela tinha a mais extraordinária resposta, com as pessoas indo, “Obrigada por dizer essas coisas em voz alta”. Você imagina essa coisa [maternidade], que vai acontecer com você e vai ser fácil e idílico e fofinho e adorável. E você não sabe o minucioso, e os prós e contras e o cansaço básico de tudo. E aparentemente todo mundo pensa isso, mas nós não percebemos isso até alguém dizer isso em voz alta. Então é muito importante para todo mundo saber que você não está sozinho, e é sempre importante ter sua própria história refletida em você, eu acho. É necessário para humanos olhar para eles mesmos.

    DJ: Eu não sou uma mãe ainda, então eu sinto que tipo, pra mim, foi tão lindo saber que está tudo bem lutar com o sentimento de ser a mãe de um ser humano e como é viver uma vida um pouco confinada. Ou quando você tem que se deixar de lado. Para mulheres, há muita vergonha em ter diferentes pensamentos sobre se tornar uma mãe e ter medos e desconforto. Eu acho que isso desestigmatiza isso de uma forma realmente interessante, pensativa e poética, onde não há problema em se sentir confuso sobre isso. Você sabe, nem toda mulher tem que ser uma mãe carinhosa. Tem tantas versões diferentes de uma mulher.

    JB: Eu apenas penso que foi incrivelmente honesto. Eu me identifico com todas a mulheres nisso, e com a bravura da escrita para ser tão honesta, e a bravura de Elena Ferrante em seu romance e o que ela está realmente tentando expor – o mundo interior do que é, na verdade, ser uma mulher. Uma mãe, uma amante e uma artista e alguém que quer uma vida, e não alguém que quer apenas fazer parte de um sistema do que as pessoas pensam que é ser uma “boa garota” no mundo. A vida é complicada e linda e crianças são um lindo fardo. Isso era o que era tão rico, desafiador e emocionante. Essa luta… isso é vida, não é? É muito difícil.

    Conte-nos sobre a experiência de ser dirigida por Maggie…

    OC: Eu era uma grande fã antes de nós conhecermos. A primeira vez que a vi foi em Secretary. Então, saber que seríamos cuidadas e estimadas por essa mulher que sabe exatamente como é atuar – nós sempre estivemos confortáveis, sempre nos sentimos seguras, e isso é realmente muito importante, ser capaz de fazer o que você quiser fazer. Foi adorável ser dirigida por alguém que conhece o sentimento.

    JB: Maggie é alguém que contém multidões. Ela é realizada, linda e tão inteligente e não tem remorso como mulher, o que eu acho muito interessante. Ela é tipo, “Eu quero fazer um filme, e eu não vou me desculpar por isso. Eu vou fazer, e nós vamos fazer juntos, e nós vamos nos divertir”. Desde o primeiro dia, ela estava tipo, “Vamos cair todo o penhasco juntos, de qualquer maneira”. E nós caímos. E eu confio nela para tudo.

    Jessie, você também tem cenas com o parceiro real de Maggie, Peter Sarsgaard. Foi interessante criar momentos com ele através das lentes de Maggie?

    JB: Somos ambos atores, e somos adultos. Peter é um ator incrível. Foi tipo rock’n roll. Não há estranhamentos. Ele é um homem brilhante e eles são um casal brilhante. Eles se completam. Se você está olhando para um modelo completo de como nós vivemos como humanos – são eles. Não há pretensão. Eles estão realmente interessados em crescer e investir em algo que é realmente honesto e verdadeiro. Eu amei trabalhar com ele, com Maggie. E eu acho que é muito legal que eles fizeram isso.

    O filme também fala sobre ambição e que não é algo que as mulheres são incentivadas a mostrar. Isso era algo com o qual você poderia se relacionar pessoalmente?

    JB: Oh, sim. Acho que está tudo bem se dar permissão para querer a vida. O que quer que você seja – homem, mulher, ele, ela, eles, seja o que for. É tão curto e há muito para explorar e experimentar. Como quer que você procure, onde quer que você encontre, isso é com você.

    OC: Aquela parte [no filme], quando as crianças são pequenas, e é a vez do marido de cuidar delas, e ele não respeita o acordo que fizeram – isso não é algo que reconheço. Tive muita sorte – meu parceiro de escolha, nós genuinamente apoiamos um ao outro. Eu não poderia ter chegado aonde cheguei sem que alguém dissesse: “Com certeza, faça isso. Eu segurarei a barra.” e vice-versa.

    DJ: Eu sinto que tenho um nível sobrenatural de ambição, e você tem que ter, se você faz esse trabalho, tem que haver um nível de combate a tanta rejeição e crítica. E especialmente como uma mulher, tendo que me provar e convencer as pessoas. É exaustivo, mas é quase como uma visão de túnel que você precisa ter, ou então é paralisante. Tive uma conversa com minha irmã outro dia sobre propósito, e “qual é o sentido de estar vivo?” – quero dizer, isso é muito existencial…

    OC: Eu não falo sobre coisas assim com meus irmãos [risos]

    DJ: Mas como você sabe qual é o seu propósito? Quando você sabe muito claramente: “Isso é o que eu quero fazer”, é uma sorte ter esse sentimento, no caso da minha personagem, Nina, ela não é capaz de fazer isso. Ela não foi necessariamente criada em um ambiente que era tipo, “Você é forte o suficiente para seguir seu coração”. Ela está faminta por atenção, atenção para seu verdadeiro eu, não apenas seu corpo ou alguma besteira.

    Vamos falar sobre esse look dela também – cabelo preto, maiôs espalhafatosos…

    DJ: Maggie e eu trabalhamos nisso um pouco, e passou por várias fases diferentes. Eu tirei muito das primeiras fotos de Megan Fox. Há algo sobre ela nessas primeiras fotos – essa selvagem… É tipo sexualidade, que parece que ela está entediada. E eu gostei desse visual. Eu achei muito, muito divertido, até que, você sabe, eu estava com os maiôs mais ridículos, eles são simplesmente loucos. Além disso, há apenas uma pequena quantidade de tempo na minha vida em que eu posso fazer isso [risos]. Então, só para rir, foi como fizemos o guarda-roupa.

    Leda também é franca e ousada – não vai mexer a espreguiçadeira se não quiser, vai reclamar do mau comportamento no cinema. Como foi ser essa pessoa, Olivia?

    OC: Isso é o que é tão bom no trabalho que fazemos. É libertador. Eu não sou uma pessoa que grita ou confronta na vida real. Então, poder jogar é muito divertido. É um bom lançamento.

    DJ: Sim! Houve uma cena em que Nina estava gritando com o marido na praia, e eu achei hilário.

    OC: Fazer ele agarrar sua bunda não estava no roteiro…

    DJ: Não, não estava. [seu estômago ronca] Meu estômago está fazendo muitos ruídos.

    OC: Você já tomou café da manhã? [Dakota balança a cabeça tristemente] Aww, idiota.

    Já existe uma conversa sobre prêmios em torno deste filme – é encorajador que um filme como este esteja nessa conversa?

    DJ: Eu acho que é legal pra Maggie e importante pra caralho. E cineastas novatos são a voz de agora. As pessoas devem ser reconhecidas. Qualquer pessoa deve ser reconhecida por fazer algo surpreendente. É assim que o mundo deveria ser. Então, sim, estou nessa.

    JB: É tão lindo que essas mulheres malvadas estejam sendo vistas e tendo a oportunidade de fazer um filme. Acho que Jane Campion disse que se você der uma chance às mulheres, elas farão um filme muito bom, sabe? E há muito a ser dito.

    THE LOST DAUGHTER SERÁ LANÇADO NOS CINEMAS EM 17 DE DEZEMBRO E NA NETFLIX EM 31 DE DEZEMBRO

    Tradução: Equipe DJBR



    Dakota Johnson foi pega desprevenida pelo script de The Lost Daughter: “Eu nunca li algo tão honesto,” ela diz. “Às vezes, tão puro, quase desconfortável, mas ainda assim, tão humano.” A atriz, então, almoçou com a escritora e diretora Maggie Gyllenhaal em Nova York, a qual ela chamou de “buscadora da verdade”.

    Neste episódio do Variety Awards Circuit Podcast, Johnson fala sobre sua experiência trabalhando na adaptação da Netflix do livro de Elena Ferrante, The Lost Daughter. The Lost DAughter – uma de suas primeiras filmagens nos primeiros dias de pandemia – recebeu aclamadas críticas depois de ser apresentado em vários festivais de cinema do outono.

    Em The Lost Daughter, Johnson interpreta Nina, uma jovem sobrecarregada pelas responsabilidades da maternidade e a toxica relação com o pai de sua filha. Junto com o filme em si, sua atuação causou burburinhos palpáveis sobre possíveis prêmios.

    No episódio, falamos com Dakota sobre o que representaria para ela ganhar uma indicação ao Oscar, já que seguiria os passos de sua mãe, Melanie Griffith (que recebeu, em 1998, uma indicação por Working Girl). Ela também falou sobre futuros projetos, como Persuasion, próxima adaptação da Netflix, da autora Jane Austen, que terá Henry Golding co-estrelando e Richard E. Grant. Ela ainda revelou detalhes sobre sua empresa, que está produzindo Cha Cha Real Smooth, Am I OK? e Daddio.

    Ouça e leia abaixo a entrevista completa com Dakota Johnson na última edição do Variety’s Awards Circuit Podcast.

    Depois de ter pequenas participações em filmes como The Social Network, de David Fincher e Black Mass, de Scott Cooper, o bilhete premiado de Johnson foi a trilogia Fifty Shades of Grey ao lado de Jamie Dornan, que também é destaque aqui essa semana por sua performance em Belfast, de Kenneth Branagh.

    Desde então, Johnson tem mostrado sua versatilidade como atriz em papéis como em Suspiria, de Luca Guadgnino, The Peanut Butter Falcon, de Tyler Nilson e Michael Schwartz, e o drama indie do último ano, Our Friend, de Gabriela Cowperthwait.

    Clayton Davis: Nós começamos discutindo sobre como é estar de volta ao mundo, promovendo seu filme.

    Dakota Johnson: Na verdade, não é estranho, é tão legal ver as pessoas assistindo filmes.

    CD: Você está aqui com The Lost Daughter, porque Maggie Gyllenhaal decidiu fazer um filme durante a pandemia, o que é maravilhoso e você está fantástica.

    DJ: Obrigada!

    CD: Como você se envolveu nisso? Pois você está incrível e é um papel diferente do que estamos acostumados a ver.

    DJ: Bem, eu li o script que Maggie escreveu e fui surpreendida por ele. Depois nós nos encontramos para almoçar em Nova York, e eu estava tão surpresa com o quão brilhante este script era, eu nunca tinha lido algo tão honesto e tão puro, quase sendo desconfortável, mas ainda assim, tão honesto e humano. E Maggie, nós nos vimos algumas vezes antes, mas conversar com ela e conversar sobre o projeto, ela tem essa profundidade infinita. Ela tem uma mente e um coração brilhantes. Ela busca a verdade, seja dirigindo, atuando ou conversando. Ou até mesmo nos atores que ela está escolhendo, sabe. Foi assim que eu me envolvi, com sorte ela quis que eu fizesse parte disso. Provavelmente não tanto quanto eu queria.

    CD: Mas você conseguiu, e de novo, você está fantástica. Trabalhar com a ganhadora do Oscar, Olivia Colman. Olivia Colman, desculpe, preciso ser respeitoso. Como foi trabalhar com ela? Porque ela é uma atriz poderosa, e ela faz parecer tão fácil que me dá raiva. É assim no set? Pois ela é tão divertida e cheia de vida, o que é o oposto dessa atuação.

    DJ: Sim, eu não quero falar por ela, mas parece que é genuinamente fácil pra ela. Eu não sei mais o que dizer. Ela é uma mulher maravilhosa. Ela é maravilhosa, eu a amo. Ela realmente é uma boa amiga, ela é tão boa. Talvez ela esteja enganando todo mundo e fique ensaiando sozinha…

    CD: É um jeito de lidar com o mundo.

    DJ: Mas tipo, não, porque nós ficávamos juntas o tempo inteiro. Antes e depois do trabalho, no almoço, então eu acho que apenas funciona assim pra ela, ser desse jeito.

    CD: Olhando para a sua carreira, Nina é um mundo diferente, ela sofre desde o pós parto, acho que podemos dizer pós parto, em que ela tem depressão ou algum tipo de sofrimento, em ter que lidar com uma filha pequena. Você mesma ainda não tem filhos, então, que tipo de pesquisa você fez para dar vida a Nina, pois parece que deu certo. Então, como você se preparou para isso?

    DJ: Bem, eu não sei se existe… Primeiro que eu não acho que seja depressão pós parto, eu acho que é mais uma depressão circunstancial, uma depressão existencial, entende. Não é algo tão simples assim, não é algo que possa ser rotulado. E sim, eu ainda não tenho filhos, não sou mãe ainda, e tinha algo na escrita de Maggie que era tão honesta. E Elena Ferrante, no livro The Lost Daughter, descreve as mulheres de forma tão verdadeira e honesta. E ela é uma das poucas autoras contemporâneas que realmente fazem isso. Quer dizer, existem várias, como Lisa Taddeo, e ainda há muitas mulheres que escrevem realmente sobre mulheres. E acho isso incrível. Eu não tenho visto muito nas telas como vi nesse filme. Mas eu acho que com Nina, o que eu gostei foi que é realmente humano ter pensamentos complexos sobre ser mulher e sobre a maternidade. Talvez não seja normal fazer coisas que prejudique e machuque outras pessoas, mas ter os sentimentos ou pensamento, está tudo bem, é muito humano. Você não vê isso retratado nas telas nos dias de hoje. Ou pelo menos não vê atualmente. Mas, quer dizer, começaram a fazer mais isso agora, como em I May Destroy You ou The Lost Daugther. Mas, sei lá, maternidade… Existem muitas mulheres dentro de mim, e uma mulher não é apenas uma coisa.

    CD: Obrigado. Esse é o meu papel preferido de todos que você já fez, e eu quero que você saiba disso sabendo que eu amo The Peanut Butter Falcon e Bad Times At The El Royale. Só para você saber o que isso significa pra mim. Há burburinhos sobre certas premiações, e eu falo sobre premiações, então preciso falar sobre essa parte. Se, em fevereiro, o Oscar bater a sua porta, quando as indicações forem anunciadas, o que isso irá mudar pra você? O que isso te faz sentir?

    DJ: Eu não sei [Risos]. É muito bizarro pensar nisso. Eu me sinto muito honrada em fazer parte desse filme, de ser notada e fico feliz de a Maggie receber o reconhecimento que ela tanto merece, como artista e cineasta. Passar tempo com todo mundo falando sobre o filme. Nós todos amamos esse filme e nos amamos também, então estou morrendo de amores agora. Não consigo pensar em mais nada.

    CD: Em sua filmografia, Persuasion, deixou todos animados. O livro de Jane Austen, você interpreta Anne Elliot. O que você pode nos dizer sobre isso? O mundo todo espera uma declaração. Um filme da Netflix, a propósito.

    DJ: Sim, outro da Netlix. Eu amo a Netflix, estou tendo ótimos momentos com eles. Persuasion é meio que um conto moderno da história, mas não é passado nos dias atuais. é um filme de época, um drama fictício, sei lá, Jane Austen realmente se supera. Não há muito que precise ser feito para ser relevante.

    CD: Aplicável na atualidade.

    DJ: Sim, sim. Você realmente não precisa fazer muito. O que foi realmente interessante pra mim é que o filme é incrivelmente diversificado e isso foi muito radical. Eu não conheço nenhum drama de Jane Austen que tenha um elenco tão diversificado. E isso eu acho muito empolgante.

    CD: Quando estávamos em Telluride, você estava muito animada sobre 3 projetos que você trabalhou e também produziu: Cha Cha Real Smooth, Daddio e Am I Ok?. Você acha que pode compartilhar alguma coisa sobre Cha Cha Real Smooth? Porque você vendeu ele pra mim muito, muito bem, então eu estou pronto pra esse.

    DJ: Cha Cha ainda não posso falar muito pois ainda estamos o editando. Mas nós, literalmente, terminamos as gravações há um mês. Você já assistiu Shithouse?

    CD: Sim.

    DJ: Certo. Cooper é um cineasta, roteirista e diretor e ator muito especial.

    CD: Ele é tudo.

    DJ: Sim. Ele tem um tom específico, que acredito que muitas pessoas se identifiquem. Eu estou esperançosa por esse, estou muito otimista. Ainda não posso falar nada, porque e se for uma droga, sabe? Você nunca sabe o que pode acontecer em uma edição. Até eu colocar as minhas mãos nele.

    CD: Você tem que se tornar um dos seus alter egos como Roderick Gaines, isso é o que os irmãos Coen fazem quando editam seus filmes. Se você não se importar, gostaria de falar sobre a sua mãe, Melanie Griffith, que já foi indicada ao Oscar, literalmente antes de você nascer, e queria saber como ela e o seu pai te influenciaram em sua carreira, em termos de técnicas e habilidades de atuação.

    DJ: Eu não sei. Acho que a influência deles foi me terem, porque eu cresci em um set, cercada de atores e diretores maravilhosos e em diferentes lugares, então eu acho que minha habilidade em me adaptar em muitas situações, lugares e personagens vieram da vida que eles me deram.

    CD: Quando você olha para a sua posição nessa indústria, e para o que você quer para você mesma no futuro em termos de papéis, pelo que você se vê atraída? Tipo, você está em busca de algum tipo de personagem ou você quer seguir essa linha, de dirigir e produzir?

    DJ: Agora eu realmente estou interessada em atuar e eu sempre acho que estarei. Eu espero ainda estar fazendo este trabalho quando for mais velha. Mas eu não sei, coisas diferentes acendem dentro de mim, então eu quero contar histórias, que mantenham as pessoas vidradas na tela, e quero fazer coisas com pessoas ótimas. Eu quero mover o coração das pessoas, sabe? Quero me explorar como artista. Então, dirigir? Sim. Eu faria isso com certeza. Eu fiz um videoclipe e eu amo música, além de tudo. Eu acho que sou mais uma nerd da música do que dos filmes, porque é puramente emotivo. Quando eu assisto filmes é quase como se eu estivesse trabalhando, mas quando eu escuto música, é como… Eu não sou musicista, então é unicamente uma relação sentimental que eu tenho e eu acho que fazer videoclipes é algo que irei fazer sempre.

    CD: Você toca algum instrumento? Você toca piano?

    DJ: Eu aprendi a tocar um pouco de piano por conta de alguns filmes, e então aprendi um pouco de violoncelo… mas sei lá, talvez um dia eu me dedique mais.

    CD: Talvez violão?

    DJ: Sim, apenas para me enturmar e fazer um som.

    CD: Minha última pergunta é sobre os seus fãs nas redes sociais, eles são apaixonados por você.

    DJ: Eles são?

    CD: Sim, de um jeito bom. Eles são muito barulhentos, muito apaixonados, são muito valentes, o que é legal de se ter.

    DJ: Isso é legal.

    CD: Eles estão animados com a sua carreira e por tudo que você tem feito, até mesmo memes seus, na Ellen por exemplo, que está em todo os lugares. É uma das melhores coisas de ver. Você está ciente disso? Sobre o seu fandom, você os ouve da mesma maneira que nós, jornalistas, ouvimos? Digo, quando mencionamos você, as menções em nosso Twitter disparam.

    DJ: Sério?

    CD: Sim, eles te amam.

    DJ: Uau, eu não sabia disso. Eu me mantenho afastada das redes sociais, acho mais saudável.

    CD: É por não querer ver o quão tóxico as redes sociais são ou é apenas melhor para você se manter afastada?

    DJ: Eu apenas acho que eu não preciso saber dessas coisas, sabe? Eu amo a minha privacidade e a minha vida tranquila, amo quando eu saio e falo sobre os filmes com pessoas que amam. Acho que isso é saudável. Mas, também, tem maravilhosos… Eu acho que sou mais uma observadora quando se trata de redes sociais.

    CD: Como assistir o circo pegar fogo.

    DJ: Sim.

    CD: Não pegar o extintor de incêndio e apagar, apenas deixar queimar.

    DJ: Sim, eu não me envolvo. Mas tem alguns comediantes incríveis no Twitter que eu amo, e obviamente acompanho as notícias.

    CD: Você deveria fazer um Tik Tok, eles provavelmente te seguiriam.

    DJ: Eu nem saberia por onde começar ou o que é.

    CD: É esmagador. Até para criar. Pra você seria fácil, seria apenas abrir a câmera e dizer “Olá” e seria viral. Para outras pessoas que desejam fazer parte disso pode ser esmagador.

    DJ: Eu nem mesmo sei o que é isso.

    CD: É a vida.

    DJ: Podemos conversar sobre isso depois.

    CD: Nós podemos. Eu agradeço demais por este tempo e, novamente, você está fantástica no filme, estou realmente muito ansioso por tudo o que você tem feito. Mal posso esperar por Persuasion e Cha Cha Real Smooth. Cha Cha Real Smooth você fez uma propaganda tão boa dele pra mim, e estou pronto para assisti-lo. Obrigado pelo seu tempo.

    DJ: Que ótimo! Muito obrigada.

    Tradução: Equipe DJBR



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