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No filme Madame Web, Dakota Johnson é uma super-heroína pronta para fazer qualquer coisa para salvar três garotas. Um papel que celebra a solidariedade feminina e a importância de estarmos sempre unidas porque, explica a atriz à Grazia, a guerra entre as mulheres não leva à lado nenhum.

Há ecos de tanta irmandade, mas esquecem de aplicar esse valor no dia a dia. E depois há Dakota Johnson. “Tenho 34 anos e acredito tanto nisso que quero aplicá-lo também na vida profissional.” Ela me conta isso com o mesmo orgulho com que a foto dela posando de mãos dadas com a ex-mulher de seu parceiro Chris Martin, a atriz Gwyneth Paltrow, se tornou pública nas redes sociais. Um gesto que Dakota compartilhou para demonstrar ao mundo que a rivalidade entre mulheres não faz sentido. E Paltrow comentou: “Somos boas amigos. Eu amo tanto ela. Ela é uma pessoa adorável e maravilhosa. Eu sei que pode parecer estranho e pouco convencional, mas é assim.” Desafiando os rumores de que seria dura consigo mesma na forma como interpretou sua nova personagem, Dakota Johnson diz estar satisfeita com sua Madame Web, protagonista do filme homônimo nos cinemas a partir de 14 de fevereiro, figura nascida do Quadrinhos da Marvel Comics.
Ela é uma incansável especialista em emergências de ambulâncias que se torna uma super-heroína com o poder da previsão: “A força de Cassandra Web está em querer ajudar os outros, começando pelas mulheres”. Ela faz isso de todas as maneiras possíveis: dirige a toda velocidade, acaba submersa com um carro, quebra as janelas de um pub com um táxi roubado, espanca severamente seu inimigo, o ator Tahar Rahim, praticamente nunca desiste.

Sua Madame Web escolhe salvar três garotas mesmo sem saber quem são. A irmandade é um valor independente do conhecimento pessoal?

“É um valor universal, diz respeito a todos nós. Entrar em guerra uns com os outros é inútil e errado: é hora de nos protegermos uns dos outros.”

Sua Madame Web faz isso graças ao poder da previsão. Que “poderes” faltam hoje?

“Igualdade, entendida como igualdade de direitos, especialmente no local de trabalho. É por isso que encorajar e apoiar-nos mutuamente no caminho da emancipação profissional deve tornar-se a nossa missão.
Se quisermos avançar e progredir, devemos estar todos do mesmo lado e escrever juntas
uma nova página na história.”

O que você diria à jovem Dakota, a garota que não imaginava se tornar a atriz que é hoje, conhecida em todo o mundo?

“Eu diria a ela: ‘Ei, você, tente acreditar mais em si mesma’.”

É este o conselho que gostaria de dar às novas gerações de mulheres que o seguem?

“Acreditar em si mesmo é apenas o começo: precisamos nos comprometer em nos tornarmos verdadeiramente a versão mais poderosa de nós mesmos. Aceitei o papel de Madame Web por isso, para incentivar as meninas a se comprometerem a fazer a diferença no mundo e a se convencerem de que já têm tudo o que precisam para se afirmarem na vida.”

No entanto, nem todos estão conscientes de que já possuem a força necessária.

“Muitas vezes ficamos presos em nossas próprios inseguranças. É aí que deve entrar o apoio de outras nós, pronto para nos encorajar e defender.”

Quais mulheres você protege no dia a dia?

“Minhas irmãs mais novas (Grace Johnson e Stella Banderas, de 24 e 27 anos, nascidas do relacionamento de seu pai Don Johnson, e do relacionamento de sua mãe Melanie Griffith com o ator Antonio Banderas).

Quem mais?

“Sempre protegi a minha família (a mãe dela Melanie tem um histórico de dependência de álcool e drogas), e meus amigos.”

Ela também protege os direitos dos seus colegas, dado o seu apoio à recente greve recorde de atores em Hollywood.

“Era impossível não fazê-lo, certas ameaças são reais e devem ser enfrentadas”.

Você está se referindo à inteligência artificial?

“É um verdadeiro problema. Minha esperança é que os espectadores, como seres humanos, reconheçam o valor de outros seres humanos. Existe uma diferença incomparável entre o trabalho de nós, atores, e o artifício virtual, espero que o público esteja ciente disso. A IA pode tentar se livrar de nós, mas nunca eliminarão nosso trabalho e nosso valor.”

Falando em trabalho e valor, cada vez mais mulheres ganham espaço em Hollywood e no cinema mundial. Qual é o próximo passo a dar?

“O nosso valor foi finalmente reconhecido.
Mesmo os filmes da Marvel estão cheios de super-heroínas, nossa Madame Teia possui mais atrizes do que atores no elenco, enfim, hoje não faltam protagonistas. Mas há uma infinidade de outras histórias ainda a serem contadas, é preciso coragem.”

Coragem não lhe falta. Depois de se mostrar nua na trilogia Cinquenta Tons, ela retorna às telonas com um papel de pura ação. Existe algo que ele ainda não se atreveu a fazer?

“A minha sorte é que não tenho medos tão grandes que me paralisem ou me impeçam de fazer certas coisas. Quando penso nisso, os parasitas me dão nojo, caso contrário gosto de me desafiar e me testar em tudo que nunca tentei antes. Desta vez, por exemplo, aprendi que adoro atuar debaixo d’água. Descobrir como prender a respiração por um longo tempo e descobrir uma nova maneira de descer foi muito divertido.”

Você também aprendeu as técnicas de reanimação que vemos sendo realizadas?

“Claro! Recomendo à todos que aprendam a praticar massagem cardíaca, pode fazer a diferença.”

Existe um superpoder que você gostaria de ter?

“Gosto de imaginar que posso ver o futuro, mas cada superpotência traz consigo responsabilidades e consequências para gerir, não me interessa muito. Para mim, basta saber que todos nós já temos um superpoder: a nossa mente.”

É com base nisso que você escolhe os personagens para interpretar ou você ouve mais o instinto?

“Utilizo três critérios básicos: leio o roteiro para ver se é bom. Eu olho quem é o diretor, para ver se ele é bom. E peço que me digam quem mais está no elenco, para entender se vale a pena.”

Quando você não está trabalhando, onde você pode ser vista?

“Passeando pelas ruas de Malibu (onde vive com Chris Martin, que lhe deu de aniversário o Mustang 1965), ou em casa praticando ioga e meditação.”

Do cinema à vida real, você acredita em destino?

“Muito. Vivi momentos na minha vida em que as coincidências eram muito mais do que simples coincidências.”

Por exemplo, quais?

“Penso em alguns encontros que tive, em alguns filmes que protagonizei e pelos quais ainda hoje estou grata. Não vou citar nomes, não parece justo com os outros, mas estou cada vez mais convencida de que na minha vida, como na de todos, não há nada aleatório.”


Tradução: Equipe DJBR


SCANS > 2024 > GRAZIA ITALIA

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Conhecida por suas franjas, franqueza e por trabalhar com autores como Luca Guadagnino, Dakota Johnson consolida seu estrelato no cinema em Madame Teia, da Marvel.

Você pode pensar que conhece Dakota Johnson. Talvez você pense nela como uma estudante de Stanford que venceu a batalha de conquistar o carisma de Justin Timberlake no filme A Rede Social, de David Fincher, ou como a humilde e tímida leitora Anastasia Steele, que descobre o mundo do BDSM na trilogia de Cinquenta Tons de Cinza. Ela também é uma potência nos filmes independentes: musa do diretor Luca Guadagnino em Um Mergulho no Passado e em Suspiria, e inesquecível no papel de uma mãe sobrecarregada na aclamada adaptação do livro de Elena Ferrante, A Filha Perdida, de Maggie Gyllenhaal. Mais recentemente, ela estreou no prodígio da Geração Z, de Cooper Raiff, Cha Cha Real Smooth, que foi produzido pela empresa de Johnson e Ro Donnelly, TeaTime Pictures.

TeaTime não é o único empreendimento de Johnson: ela também é sócia e atua como diretora co-criativa da Maude, uma marca de bem-estar sexual conhecida por seus vibradores poderosos e de design simples, que a marca abrevia para vibe.

Ou talvez você conheça Johnson como a rainha do sarcasmo, com suas piadas sobre dormir por 14 horas por dia, suas mentiras sobre limões, ou sua entrevista animada com Ellen Degeneres, onde levou a internet a loucura em 2019 quando falaram sobre o convite para seu aniversário.

É dificil estrelas atuais de Hollywood passarem por aqui, mas Johnson, que vem de uma família hollywoodiana (filha de Don Johnson e Melanie Griffith), possui a energia, o gosto, a versatilidade, uma honestidade brutal e um humor ácido de um ícone antigo de Hollywood, como Katharine Hepburn.

Marisa Meltzer falou com Dakota Johnson sobre seu mais novo lançamento, Madame Teia, que, para aqueles não familiarizados com o mundo Marvel, é uma historia independente da historia original. Johnson é Cassandra Webb, uma paramédica nova-iorquina que desenvolve habilidades de clarividência e se reconecta com seu passado. O enredo psicológico tambem traz Sidney Sweeney, Mike Epps, Emma Roberts e Adam Scott.

Continue lendo para ouvir sobre o momento inaugural de Johnson na Marvel, seus superpoderes pessoais, um discurso retórico sobre a covarde indústria do entretenimento e seus pensamentos sobre o estado da educação sexual na América.

Marisa Meltzer: Ouvi dizer que você adora chupar picolé enquanto toma banho de banheira.

Dakota Johnson: Você já fez isso? É uma atividade fabulosa. Um picolé e uma banheira quente é uma experiência sensacional.

MM: Não, mas vou tentar. Vamos falar sobre Madame Teia. Como você acabou envolvida nisso? Você estava tipo, eu quero fazer parte de uma franquia de super-heróis e agora é a hora para isso?

DJ: Estou sempre aberta para tudo. Não discrimino gêneros de filmes quando se trata de como escolho as coisas ou o que faço. Li que isso seria feito em breve, e achei interessante uma super-heroína em que seu superpoder é a sua mente, e, principalmente, ela é uma mulher. Isso é algo que eu realmente apoio. É muito real pra mim, é muito real e sexy.

MM: Espere, você poderia explicar isso?

DJ: Bom, eu acho que a mente feminina é incrivelmente poderosa, então acredito que faz todo sentido com a super-heroína. É mais um filme psicológico. Ele é um filme de partida da Marvel, pois as vezes é otimo ter esse outro universo e galáxias fazendo coisas irreais em lugares irreais. Pode ser uma fuga e é divertido. Antes de Madame Teia ser a Madame Teia, ela é paramédica e está na linha de frente, ela é uma super-heroína todos os dias. Pensei que era algo diferente. Nunca fiz algo assim antes.

MM: Como você decide as partes que fará? Há diretores lá que voce gostaria de trabalhar? Acha que trabalhará com Luca Guadagnino de novo?

DJ: Absolutamente. Conversamos sobre algumas coisas. Mas sim, certamente as coisas acontecerão.

MM: Com a sua produtora, TeaTime, parece que você está bombando com seus projetos. Como você decide os projetos que quer trabalhar, há alguma linha de raciocínio que você segue?

DJ: Estamos começando a ter uma linha de base. Não temos um padrão ou algo assim. Pra mim, o que mais importa, é que todos os filmes tenham mulheres poderosas no centro. Eles são muito complicados. Eles são muito detalhados. Eles são muito matizados.

MM: Você tem que desenvolver seus próprios projetos se quiser esse tipo de personagem? Simplesmente não há um número suficiente deles ou você apenas gosta desse lado da produção?

DJ: Ainda estou descobrindo o que é sombrio nessa indústria. É majoritariamente desanimador. As pessoas que administram plataformas de streaming não confiam em pessoas criativas ou artistas para saber o que vai funcionar, e isso só vai nos fazer implodir. É realmente comovente. É tão difícil. É tão difícil fazer qualquer coisa. Todas as coisas que estou interessada em fazer são realmente diferentes, únicas e muito avançadas em tudo o que são. Fizemos um filme chamado Daddio que foi vendido em Telluride para a Sony Classics, o que foi incrível, mas foi preciso muita luta para fazê-lo. As pessoas estão com tanto medo e eu fico tipo, por quê? O que acontecerá se você fizer algo corajoso? Parece que ninguém sabe o que fazer e todos estão com medo. É assim que parece. Todo mundo que toma decisões tem medo. Eles querem fazer o que é seguro, e o que é seguro é realmente chato.

MM: Qual seu próximo projeto?

DJ: Vou fazer um filme pequeno em 2024 com TeaTime. É sobre o luto. É um enredo dificil de contornar, então nem vou tentar, mas é sobre uma mulher lidando com o luto e como ela faz isso de uma maneira específica.

MM: Como você passou pela greve [greve SAG-AFTRA de julho-novembro de 2023]? O que você fez?

DJ: Tive uma crise existencial.

MM: Ok.

DJ: Quer dizer, eu não filmei nada, mas estava trabalhando na produção e no TeaTime. Eu estava meio confuso. Eu estava no Japão. Eu estava em Los Angeles. Eu estava na Europa.

MM: Você foi deu o que falar ao mencionar que dormia 14h. Eu sofro terrivelmente de insônia, então meu sonho seria dormir pelo menos 7 horas seguidas, sem interrupções. Você quer bater algum recorde? Por quanto tempo você realmente dorme?

DJ: Eu disse que poderia facilmente dormir por 14 horas. Não disse que realmente dormia por 14 horas. Eu tenho um trabalho. Seria impossível trabalhar e fazer isso. Então é obvio que há algo errado nisso. Eu amo dormir, mas nao disse aquilo. Estou começando a entender que o sarcasmo não é uma linguagem utilizada pelos jornalistas atualmente, ou se é, é apenas um enfeite. Acho que vou ter que ser literal daqui pra frente.

MM: Também acredito que a maioria dos atores não são, bem… talvez eles sejam mais divertidos no privado, mas não são muito divertidos ou sarcásticos ou muito humorados na maior parte do tempo, pelo menos nao quando são entrevistados. Talvez você está…

DJ: Apavorada com o que acontece comigo o tempo todo? Eles aprenderam, mas eu nao [risadas].

MM: Você não pode simplesmente se ajudar. Sua personalidade brilha através disso.

DJ: Eu sou dramática. Eu sou atriz. Não sei.

MM: Tem um lugar no céu reservado pra você por ter ido no show da Ellen e falado sobre seu aniversário. Foi um momento de gloria.

DJ: Isso vai me assombrar.

MM: Você trabalhou com os direitos de reprodução. As coisas ficaram assombrosas em nosso país. Você enxerga alguma esperança?

DJ: Quer dizer, retrocedemos completamente em termos de direitos reprodutivos, igualdade das mulheres e direitos das mulheres. É tão alucinante. Acho que é difícil articular porque quando Roe v. Wade foi anulado, acho que todos pensaram, ok, bem, isso é uma loucura e será corrigido rapidamente. Claro, não estaremos nesta posição. É claro que esta não será a realidade. Mas depois passam semanas e meses, e cada vez mais mulheres veem negados os cuidados de saúde de que necessitam e que merecem. As mulheres merecem as escolhas que são tão básicas para ser um ser humano neste planeta. Acho que é difícil articular o que sinto e penso agora porque estou impressionada. Estou impressionada e acho isso absolutamente comovente e aterrorizante.

MM: Você também está envolvida com a Maude, uma companhia de bem estra sexual.

DJ: A minha agência na altura me ligou à Éva [Goicochea], que é a fundadora da Maude, porque acho que eles pensaram que nos daríamos bem e também que tínhamos interesses e paixões semelhantes, e tem sido realmente incrível. Assumi como diretora co-criativa e aprendi muito com ela. Também é muito legal e muito importante fazer parte de uma empresa para a qual eu não só adoro os produtos, e eles são lindos, mas também são acessíveis e de qualidade, e são genuinamente voltados para o bem-estar. Eu simplesmente adoro a ideia de que mais pessoas se sintam confortáveis ​​com o bem-estar sexual.

MM: Como você recebeu educação sexual? Foi na escola?

DJ: Tivemos uma aula de educação sexual na sexta serie. Fui pra escola em todos os lugares.

MM: Era estranho ser sempre a novata em algum lugar?

DJ: Nao achava estranho pois era normal pra mim, entao eu nao tinha nada para comparar. [Se eu nunca tivesse me mudado]Eu provavelmente sentiria a diferença, traços mais fortes, como gerenciamento de tempo ou amizades duradouras. Viajei com meu irmão e era o que era. Estávamos nas gravações. Se minha mãe estivesse trabalhando em algum lugar, estávamos lá com ela, sempre viajávamos com um tutor e ele e eu íamos para a escola juntos.

MM: Você tem algum superpoder?

DJ: Se eu tivesse um superpoder, isso surgiria imediatamente. Eu saberia exatamente o que seria.

MM: Isso é verdade. Madame Teia não precisa se preocupar com isso.

DJ: Sim, seria tipo “Bem, obrigada por perguntar. Eu posso voar.”

MM: Ótimo. Vou ligar para o Daily Mail.


Fonte | Tradução: Equipe DJBR



Entrevistamos a atriz por ocasião na estreia do primeiro filme de super-herói do ano, filme baseado em um personagem secundário dos quadrinhos do Homem-Aranha.

O primeiro filme de super-heróis do ano está chegando. E não, não será da Marvel ou da DC. ‘Madame Web’ é uma aposta da Sony Pictures que chegará aos cinemas em 16 de fevereiro de 2024 e apresentará a personagem Cassandra Web, personagem secundária recorrente dos quadrinhos do Homem-Aranha. Dakota Johnson fará o papel da jovem mutante, com quem tivemos a sorte de conversar estes dias sobre o projeto… e o futuro.

MeriStation: Como você teve contato com o projeto, ele foi apresentado a você como parte do universo do Homem-Aranha, como um filme de ação, super-heróis…? Como eles venderam para você e o que houve nessa história que fez você se interessar por ela?

Dakohta Johnson: Eles me enviaram o roteiro do que li e achei muito inteligente, realista, diferente. Mas não faz parte do universo do Homem-Aranha, mas sim de um novo mundo dentro da Marvel sob a perspectiva de Madame Teia.

MeriStation: Todo mundo diz que filmar um filme de super-herói é muito diferente dos demais por causa dos efeitos especiais, da importância da pós-produção, do monitoramento e da pressão dos fãs… Você já se sentiu assim? Qual tem sido sua experiência?

Dakohta Johnson: Eu me diverti muito. Acho que o filme não enlouquece muito com os efeitos especiais, que ele tem, mas os cenários eram bem práticos e faziam com que parecesse real, até agora tem sido ótimo.

MeriStation: Você já fez alguma pesquisa anterior para o papel? Você leu algum quadrinho específico ou viu algum filme ou referência fornecido pela equipe?

Dakohta Johnson: Sim, claro, li tudo que pude sobre os quadrinhos.

MeriStation: Você gostaria de voltar para uma sequência? Você faria ‘Madame Web 2’ ou foi uma experiência única na vida?

Dakohta Johnson: Eu voltaria… se eles me pedissem.


Fonte | Tradução: Equipe DJBR



Famosa como seus pais eram antes dela, a atriz Dakota Johnson causou uma boa impressão em Hollywood com suas escolhas ousadas em seu novo papel com uma super heroína em Madame Teia.

Com um talento de multifaces no mundo do entretenimento, Dakota Johnson já causou uma marca tanto em Hollywood quanto no palco global – levando em conta que ela está no meio dos seus 30 anos.

Nascida em Austin, Texas, Johnson vem de uma família profundamente impregnada na indústria do entretenimento, com seus pais Melanie Griffith, atriz indicada ao Oscar, e Don Johnson, ator ganhador do Globo de Ouro. Isso significa que o estrelato está praticamente em seus genes.

A ascensão a proeminência começou com seu papel como Anastasia Steele na aclamada trilogia de Cinquenta Tons de Cinza, baseado no bestseller de E. L James.

Seu retrato em um personagem complexo e enigmático recebeu um reconhecimento generalizado e aclamação da critica. O sucesso de Johnson na franquia abriu portas para inúmeras oportunidades em Hollywood.

Além de sua trilogia de sucesso, a atriz de 34 anos mostrou sua flexibilidade no cinema assumindo papeis diversos em projetos independentes e mainstream. Sua performance em filmes como A Rede Social, Suspiria e O Falcão Manteiga de Amendoim mostraram a proeza de sua atuação e alcance.

Complementando sua carreira de atuação, Johnson também está fazendo trabalhos como produtora, defendendo histórias convincentes através de sua produtora, TeaTime Pictures. Com sua paixão por contar historias, ela se prepara para moldar a narrativa da indústria pelos próximos anos.

Johnson e o líder do Coldplay Chris Martin estão em um relacionamento desde 2017 e moram juntos em um aconchegante lar em Malibu, onde passam o tempo não apenas com os filhos de Chris, mas comemoram os feriados com sua ex-esposa Gwyneth Paltrow e seu marido, Brad Falchuk.

Olhando ao redor, o spin-off de Homem Aranha, Madame Teia, ajudará Johnson a continuar como uma figura proeminente em seu ofício. Ela assume a liderança neste emocionante thriller como Cassandra Webb, uma paramédica trabalhando em Manhattan, cujos talentos em clarividência vieram a tona.

Lutando contra revelações chocantes sobre sua própria historia, ela cria uma conexão com três mulheres jovens cujos destinos carregam um enorme potencial, desde que naveguem pelos perigosos desafios das circunstancias atuais.

 

Então, Madame Web – quão ansiosos deveríamos estar?

Muito. Estou incrivelmente ansiosa para fazer parte do mundo Marvel, especialmente com uma personagem menos conhecida. Há muito potencial para torna-la legal e genuinamente emocionante.

É assim que quero entrar em projetos – quero estar apta para trazer minha própria narrativa e colocar minha impressão digital no que esta a minha frente. A maioria dos atores fazem isso, para ser justa, mas nem todos tem a oportunidade , então sou muito grata por isso.

Sua personagem é clarividente e uma mutante pre cognitiva. Isso é pesado!

É mesmo, e me permitiu empreender neste mundo dos elementos de habilidades físicas. É um desvio da norma, mas eu gostei.

Você tem algum poder físico, como Dakota?

Na verdade não, eu nasci no brilho de Hollywood, mas apesar da loucura e da fantasia de tudo, sempre estive rodeada e a par da realidade da industria. Talvez  quando me apostar do mundo dos filmes, vou achar alguma realidade alternativa, mas agora estou feliz e ocupada o suficiente lidando com o que é real ao meu redor, em vez de olhar para o futuro para tentar ver o que chegará do outro lado da pista.

Como é fazer parte do mundo dos super-heróis?

Interpretar uma super-heroína sempre foi um sonho meu, como estar em um grande filme de ação, tipo uma Indiana Jones feminina, sempre me inspirei nesses tipos de filmes, tipo um novo Top Gun, o que sempre achei fantástico.

Em relação ao elenco, está encaminhando para ser incrível, especialmente por que Sidney Sweeney está presente. Sou uma grande fã dela.

Você consegue sentir suas escolhas valorizadas?

Certamente, isso marca um ponto crucial na minha carreira, me permitir ter liberdade criativa pra explorar territórios desconhecidos. Sinto que agora possuo confiança para abraçar riscos aqui e ali, quando a coisa certa chegar, selecionando projetos que ressoam profundamente em mim. A liberdade recém descoberta que eu sinto é muito emocionante.

Você sempre quis seguir os passos dos seus pais?

Claro, e estar nessa indústria é tudo. Sempre sonhei, e isso me trás muita alegria. Minha avó, Tippi Hedren, tem sido uma significante fonte de inspiração para mim. Seus simples mas profundos conselhos, como ‘confie em você mesmo’ e ‘acredite na bondade dos outros’, continuam me guiando.

Minha família, inclusive minha avó, colocaram em mim o valor de encontrar a felicidade em mim mesma. Eles me encorajaram a saborear essa fase especial antes de me casar e ter filhos, enfatizando a única importância que se tem na vida.

Enquanto tudo aquilo parecia profundo, era muito legal ouvir aquelas palavras gentis de apoio, pois quanto mais velha eu ficava, mais eu sentia que tinha que provar algo para as pessoas.

O que te fascinou no mundo dos filmes enquanto você crescia rodeada por ele?

Este é o mundo em que eu cresci. Sempre gostei de estar nos set dos filmes quando era criança, e sempre soube que queria atuar por toda minha vida. Eu nunca tomei a decisão de ser atriz, é só uma coisa que eu sempre soube.

Para mim, era como um parque onde eu podia usar minha imaginação. Quando meu pai trabalhou em Nash Bridges, passei muito tempo no set em São Francisco e eu adorei. O set de filmagens parece um lar pra mim, onde eu pertenço e mais me sinto a vontade.

Você ainda pede conselhos aos seus pais?

Eu sou a minha própria pessoa agora. Quando eu pedia, era no inicio. Quando você segue os passos dos seus pais, é natural se preocupar em fazer seu próprio nome na indústria. Até hoje eu sempre busco papeis onde sou julgada apenas pela minha atuação, nada alem disso.

Meus pais sempre me apoiaram, mas fiz as coisas por etapas, o que me ajudou a manter a calma sobre decisões e o que aconteceria. Eles me instruíram a não cair na pressão e me manter calma.

Eu cresci entendendo o que os atores passavam por conta das historias dos paparazzi. Me lembro de sair com meus pais e as vezes ficar irritada com pessoas vindo as nossas mesas pedir autógrafos, embora eu estivesse irritada com isso, lá eles estavam!

Você acredita que há uma certa pressão das pessoas e, por sua vez, em você, para se casar? A sociedade torce o nariz para os solteiros?

Em toda a historia, a sociedade espera que a mulher – mais que o homem – se case e tenha filhos. Essa pressão sempre existiu. Se a mulher não segue a tradição, elas se deparam com criticas.

Na minha vida, percebi que fazer escolhas sobre relacionamentos é tão importante quanto fazer escolhas sobre a carreira. É tudo sobre ouvir seu coração e fazer o que se achar certo.

Embora isso seja legal e adorável, isso é totalmente real?

Acredito que é um jeito muito natural de se pensar, as vezes somos muito influenciados pelas normas e expectativas da sociedade. Mas qual a alternativa?

É como uma parte de mim dizendo ‘eu te amo’, e é isso. Mas isso fica no pensamento. ‘Por que você não respondeu? Você me ama também? Você esta vindo?’

Então se torna ainda mais intenso: ‘quando vamos nos casar?’ Olá? Você esta ai?’ E ai se torna avassalador, ‘não aguento mais isso’, e talvez finalize com um emoji com o dedo do meio no final da mensagem [risadas].

Esse é o seu primeiro emoji?

Graças a Deus eles colocaram ele [risadas]. É tudo pra mim e acontece muito rápido, talvez em cinco minutos ou menos.

O jeito que as pessoas se encontram hoje em dia ainda é estranho pra mim. Eu nao gosto, me deixa desconfortável. É bizarro. Não estou nas redes sociais, tipo Facebook ou Twitter. Eu tenho Instagram, mas não uso muito e raramente entro.

Tenho uma visão mais tradicional e romântica. Acredito que os homens poderiam ser polidos e pagar pelas coisas!

Um dia, gostaria de sossegar e ter uma família. Eu não acredito que duas pessoas necessariamente fiquem juntas pra sempre. Se acontecer, é especial, mas mesmo se um casamento não durar, ainda pode ser lindo.

As pessoas mudam com o tempo, e as vezes vão em direções diferentes. É possível amar mais de uma pessoa na vida. A coisa mais importante é ser honesto.

Você acha que a fama mudou ser jeito de viver sua vida em algum aspecto?

Na verdade não. Eu faço as mesmas coisas. Passo muito tempo em casa e as vezes me preocupo com a quantidade de fotos que tiram de mim.

Na verdade eu sou normal, embora não me sinta pressionada a provar isso de nenhuma forma. Certamente algo que aprendi na minha infância é que as pessoas vão te ver do jeito que elas quiserem te ver, quando você é uma figura pública. Meus pais sofreram com isso, ate certo ponto, acho que com a internet hoje isso prevalece muito mais. Antigamente fofocavam nos jornais.

Ultimamente, se alguém decide que realmente gosta de você, você pode fazer o que quiser que ela ainda vai gostar. E o oposto é verdade – se as pessoas não gostam de você, ela sempre vai te culpar por alguma coisa.

Acredito que isso não é algo só das pessoas famosas, é da natureza humana. Construímos ideias e opiniões um do outro baseada em informações e experiências, e isso torna difícil de mudar pra algo diferente.


Orlando Family Magazine | Tradução: Equipe DJBR



Dakota Johnson, futura estrela de Velozes e Furiosos?

Desde seu papel de destaque nos filmes de Cinquenta Tons, a atriz de 34 anos acumulou um currículo eclético e impressionante, de comédias como Como Ser Solteira à indies badalados como Suspiria e A Filha Perdida. Agora, Johnson está se preparando para ingressar no mundo dos super-heróis, interpretando uma heroína clarividente em Madame Teia (que será lançado em 15 de fevereiro). Em uma entrevista exclusiva à EW, Johnson falou sobre ingressar no mundo da Marvel – e sobre o talento oculto de alta velocidade que ela descobriu durante as filmagens.

“Tive que fazer um dia de trabalho como dublê e sou muito boa nisso, ao que parece!” exclama Johnson, falando à EW via Zoom em janeiro. “Quero dizer, posso fazer coisas realmente malucas com um carro. Eu dirigi uma ambulância. Eu dirigi um táxi. Eu dirigi tudo no filme – exceto voar pelo ar e sair de um prédio. Mas fora isso, eu digo, ‘Cuidado, Tom Cruise’”.

Johnson põe à prova essas novas habilidades em Madame Web, o mais recente filme de super-heróis ambientado no universo Marvel em constante expansão da Sony. Dirigido por SJ Clarkson (Jessica Jones), o filme segue a paramédica nova-iorquina Cassandra Webb (Johnson) enquanto ela desenvolve superpoderes sobrenaturais após um acidente estranho, permitindo-lhe ver o futuro.

Clarkson inicialmente procurou Johnson para interpretar a personagem em 2021, logo após a atriz terminar de filmar A Filha Perdida. Sua reação inicial, admite Johnson, foi de ceticismo: “Recebi esse roteiro e pensei: ‘Não sei se sou uma super-heroína’”. Mas quanto mais ela lia, mais se sentia atraída por Cassandra.

“Fiquei meio perplexa com os poderes dela”, acrescenta Johnson. “Eu pensei, ‘Oh, eu realmente adoraria ver aquela heroína. Eu adoraria ver uma jovem cujo superpoder fosse sua mente.’”

Madame Teia faz parte do grande grupo de personagens do Homem-Aranha da Sony Pictures e, à primeira vista, ela pode parecer uma escolha estranha para um filme solo: Denny O’Neil e John Romita Jr. criaram Cassandra em 1980 como personagem coadjuvante no filme. Quadrinhos do Homem-Aranha, apresentando-a como uma idosa cega e paralisada com habilidades telepáticas. Nos quadrinhos da Marvel, ela passa a maior parte do tempo conectada a um sistema de suporte de vida semelhante a uma teia, guiando outros heróis com seus poderes psíquicos. Mas Johnson e Clarkson dizem que queriam ir além, tecer sua própria versão da jornada de Cassie e descrevem Madame Teia como uma “história de origem” para a personagem.

“Eu realmente adoro a ideia de alguém que pode ver o futuro, mas até que consiga realmente entender seu passado e apreciar onde está, não poderá usar esse poder”, explica Clarkson. “Sem querer sobrecarregá-lo com profundidade, achei que é uma coisa incrível de explorar: se compreendermos o nosso passado e vermos onde estamos no presente, poderemos então fazer melhores escolhas para o futuro.”

Ambientado em 2003, o filme segue Cassie enquanto ela luta com seus novos poderes e enfrenta um inimigo misterioso chamado Ezekiel Sims (Tahar Rahim). Ezekiel está caçando três jovens: Julia Carpenter (Sydney Sweeney), Mattie Franklin (Celeste O’Connor) e Anya Corazon (Isabela Merced). Esses são nomes que deveriam soar familiares aos fãs mais dedicados do Aranha: nos quadrinhos, Julia, Mattie e Anya desenvolvem poderes relacionados a aranhas, e em Madame Teia, Ezequiel parece determinado a impedir que isso aconteça.

Cabe a Cassie se juntar ao jovem trio, ajudando a protegê-las do olhar atento de Ezequiel. (Adam Scott também aparece em um papel não especificado e, embora Clarkson permaneça calada sobre seu personagem, ela brinca que o ex-aluno de Parks & Recreation é responsável por improvisar algumas das falas mais engraçadas do filme.)

A própria Clarkson conhece bem os super-heróis, tendo dirigido episódios da série Marvel da Netflix, Jessica Jones e The Defenders. A diretora britânica admite que nunca se considerou uma fã específica de super-heróis até trabalhar em Jessica Jones, e diz que queria trazer uma vibração semelhante, liderada por mulheres, para Madame Teia.

“Eu adorei a natureza psicológica e cerebral”, diz Clarkson. “Não quero parecer muito excêntrica sobre isso, mas é sobre o que está acontecendo na cabeça de [Cassie] e como ela está lutando contra isso. Ela está ficando louca? Isto é real? Ela está lutando contra isso dentro de si e tentando entendê-lo.”

“Foi muito importante para mim que ela fosse realmente humana e fundamentada na realidade, e que sua vida parecesse, ‘Oh, posso me identificar com isso’”, acrescenta Johnson. “Às vezes é difícil se relacionar com alguém que dispara lasers com os olhos.” A atriz faz uma pausa e depois sorri. “Quero dizer, não para mim”, ela brinca. “Eu obviamente faço isso o tempo todo.”

Madame Teia chega no momento em que a Sony continua a construir seu universo cada vez maior de personagens da Marvel: até agora, o estúdio lançou filmes com Venom de Tom Hardy e Morbius de Jared Leto e, a seguir, Aaron Taylor-Johnson estrelará um filme de Kraven, o Caçador (lançado em 30 de agosto). Ainda assim, apesar de todas essas redes interconectadas, Clarkson queria estruturar Madame Teia como uma história independente. A diretora explica que, diferentemente de sua heroína clarividente, ela optou por focar não no futuro, mas no presente.

“Ela definitivamente está em um mundo independente”, acrescenta Clarkson. “Consegui ter rédea solta e deixar o filme ser o que precisava ser, em vez de tentar forçá-lo a fazer outra coisa. De certa forma, foi um presente poder pegar algo e trazer uma abordagem nova e, espero, original.”

Ainda assim, centralizar sua história em uma heroína profética pode criar um cronograma de filmagem complicado. Clarkson explica que a equipe muitas vezes teria que filmar versões da mesma cena repetidas vezes, cada uma com resultados ligeiramente diferentes dependendo das visões de Cassie. Johnson diz que frequentemente perdia a noção de quais cenas eram reais e quais estavam dentro da cabeça de Cassie, e muitas vezes ela precisava conversar com Clarkson para relembrar.

“Eu confiei muito nela”, diz Johnson. “Eu realmente nunca fiz um filme em que você estivesse em uma tela azul e houvesse explosões falsas e alguém dissesse ‘Explosão!’ e você agiria como se houvesse uma explosão. Isso para mim foi absolutamente psicótico. Eu estava tipo, ‘Não sei se isso vai ser bom! Espero ter feito um bom trabalho!’ Mas eu confiei nela. Ela trabalha tanto e não tira os olhos do filme desde que começamos.”

E, observa Johnson, desde então ela descobriu uma nova afinidade com todas aquelas explosões e acidentes de carro. Um de seus dias favoritos no set foi quando a equipe de dublês bateu um táxi em uma lanchonete. “Não consegui levá-lo até a lanchonete, o que é realmente uma chatice”, diz ela com tristeza. “Eu realmente queria, mas acho que eles não querem colocar seu ator principal em perigo real, a menos que você seja Tom Cruise.”

“Mas estou chegando lá!” ela acrescenta com uma risada. “Eu estou trabalhando nisso.”

Madame Teia estará nos cinemas em 15 de fevereiro no Brasil.



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