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A seguir, confira a entrevista da nossa querida Dakota para a revista Total Film, feita durante sua passagem pelo Venice Film Festival em setembro, na Itália:

“E aí?” diz Dakota Johnson, casualmente indo em direção ao Total Film em vestido preto e branco listrado diagonalmente. É um dia particularmente lento durante o Venice Film Festival e a estrela de 26 anos de idade, com seu cabelo castanho claro preso em um rabo de cavalo parece adequadamente descontraída quando chega a um restaurante beira-mar para falar sobre seu recente filme, A Bigger Splash, um conto com muito sol e ilhas co-estrelado por Ralph Fiennes, Tilda Swinton e Matthias Schoenaerts.

Enquanto ela recentemente fez a antagonista do gângster de Johnny Depp em Black Mass, o último ano tem sido um borrão para Johnson desde que interpretou Anastasia Steele em Cinquenta Tons de Cinza – a heroína inocente e estudante de literatura inglesa do fenômeno de E.L. James. O filme dirigido por Sam Taylor-Johnson teve uma bilheteria de $570 milhões no mundo todo, mas Johnson mal se lembra do que fez nesses meses pós-Grey. “Eu bloqueei tudo,” ela diz.

Enquanto fazia isso, ela estava gravando How to be Single em Nova Iorque, uma comédia romântica em que Johnson interpreta Alice, uma garota recentemente solteira que aprende sobre o cenário de namoro com sua amiga escandalosa, interpretada por Rebel Wilson. Com Wilson a ridicularizando no trailer por sua, digamos, parte feminina (“É como se Gandalf estivesse me encarando”), “é uma amizade bem histérica e inconvencional,” explica Johnson. “Elas aprendem um pouco com a outra.”


Interpretar a garota sensível e invisível pode não ser o empurrão para Johnson depois de Cinquenta Tons mas, como A Bigger Splash mostra, ela é muito mais do que capaz de fazer o outro extremo. Remake do sucesso de 1969 La Piscine, do diretor Jacques Deray, com Alain Delon, o filme vê Johnson interpretar Penelope, a filha sedutora do produtor Harry, interpretado por Fiennes, que chega na remota ilha italiana de Pantelleria para estilhaçar a tranquilidade da ex de Harry, a estrela do rock Marianne, interpretada por Swinton, que se esconde com o namorado interpretado por Schoenaerts.

O que segue é uma história lânguida de intrigas sexuais, tanto atuais como passadas. “Meu coração estava apegado à Penelope imediatamente,” explica Johnson, que leu o roteiro um ano antes de ser contratada, só para ver o projeto desmoronar mais de uma vez por conta de problemas financeiros. Quando finalmente deu certo, em 2014, Johnson tinha tirado o verão de folga – e estava viajando em um ônibus de tour com alguns amigos músicos na França (ela é uma das melhores amigas da decoradora Emily Ward, que é casada com o baterista do Black Keys, Patrick Carney).

Johnson, que recentemente namorou e terminou algumas vezes com o vocalista Matthew Hitt, da banda indie Drowners, recebeu uma ligação para se encontrar com o diretor de A Bigger Splash, Luca Guadagnino (diretor também de I Am Love).

“Foi um redemoinho e eu não estava pronta para trabalhar de jeito nenhum,” ela admite. “Nornalmente, eu fico: ‘Vamos fazer isso, estou pronta,’ e eu sinto que tenho mais tempo para me preparar mentalmente. Mas eu estava em um estado emocional na minha vida, e na minha vida pessoal, e eu não estava pronta para isso. Então foi muito repentino.”

Ao voar para Crema, onde Guadagnino mora, Johnson então se encontrou batalhando contra o medo. “Eu surtei e não achei que fosse capaz de fazer isso, e eu não queria… eu senti como se não tivesse tempo suficiente para desenvolver uma personagem tão espetacular como ela. Eu não queria estragar e nem ferrar isso. Eu achei que estava desperdiçando o tempo de todos. Então, Ralph e Tilda conversaram comigo. Eu estava aterrorizada, no entanto. Eu não queria arruinar o filme.”

Apesar de atuar por 5 anos, inicialmente como a conquista de Justin Timberlake no drama A Rede Social, de David Fincher, Johnson ainda está naquela fase onde os comentários das pessoas “cuja opinião eu valorizo” é crucial. “Ler coisas bem específicas… eu ainda não cheguei em um lugar da minha carreira onde eu me sinto confortável o bastante para fazer isso,” ela diz. “Eu tenho certeza que chegarei. Eu admiro alguém como Tilda, que é capaz de ler qualquer coisa e dissecar seu trabalho. Sou um pouco mais frágil!”

Tendo dito, ela esteve envolvida no ramo sua vida toda. Seu pai é a ex estrela de Miami Vice, Don Johnson; sua mãe é a atriz Melanie Griffith; seu padastro é a legenda espanhola Antonio Banderas e sua avó materna é a musa de Hitchcock, Tippi Hedren. Então, qual foi o melhor conselho que eles a deram? “Essa é uma grande pergunta,” ela suspira. “Muitas coisas, todos os dias. Minha avó disse para mim, ‘Diga exatamente o que quer dizer e nada mais.’ Então é isso que eu faço.”

Nascida em Austin, Texas, a infância de Johnson foi peripatética graças ao trabalho de seus pais; Cincinnati, Colorado, Budapest, ela foi para qualquer lugar que os filmes deles os levavam. Mudando constantemente de escola, sua educação veio de outras fontes; seu pai a ensinou a cavalgar, dirigir e até mesmo atirar antes dela completar 10 anos. Seu único papel cinematográfico foi de interpretar a filha de sua mãe – juntamente com sua meia-irmã Stella – no filme dirigido por Banderas em 1999, Crazy In Alabama. “Eu levei o filme muito a sério!” ela riu.

Seus pais não estavam muito contentes com ela querer atuar, preferindo que ela estudasse livros escolares do que roteiros. “Pode ser um ramo aterrorizante e pode ser brutal e difícil,” ela disse. “Qualquer pai iria querer proteger o próprio filho disso.” Depois de se formar no ensino médio, Johnson começou a modelar – ganhando uma campanha para Mango e se tornando a primeira segunda-geração Miss Golden Globe (sua mãe ganhou em 1975). Atuar, inevitavelmente, era o próximo passo.

Papeis em The Five-Year Engagement, 21 Jump Street e Need For Speed a consagraram – no entanto, eram peixes pequenos, se comparado com Cinquenta Tons. Até mesmo agora, a histeria ao redor dela e de seu colega de elenco Jamie Dornan, que tomam os papeis de Anastasia e seu amante sadomasoquista Christian Grey, é desconcertante para ela. “Isso é algo que não sei se irei me acostumar,” ela diz. “É surpreendente e incrível. Eu tenho fãs incríveis e eu devo todos os meus trabalhos à eles.”

Sua anonimidade foi corroída em um instante, e não ajudou o fato de que ela presenciou algo semelhante acontecer com sua família. “É diferente quando é com você,” ela argumenta. “Eu sempre assisti meus pais passar por coisas assim e é um sentimento diferente. [Quando alguém chega em mim] Eu frequentemente me sinto desajeitada e eu acho que talvez eu fiz colegial com eles… eu sempre pego e faço disso culpa minha… é, eu não sei.” Ela gagueja, momentaneamente. “Eu não sei se alguém se acostuma com isso.”

E as críticas? Para uma atriz tão “frágil” quanto Johnson, com certeza a selvageria que o filme conseguiu dos críticos deve ter machucado? “Bem, para qualquer um que tem seu trabalho criticado, isso machuca um pouco. Mas para esse filme em específico, todos nós sabíamos o que nos esperava. Não foi surpresa. É um filme muito peculiar. Era meio que esperado.” Ela pausa, com provocação em seus olhos. “Teve muitas pessoas que gostaram sim do filme… isso me fez sentir feliz e orgulhosa.”

Assinada para as sequências Cinquenta Tons Mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade, que estão para serem filmadas juntas em 2016, ela terá que fazê-las sem Sam Taylor-Johnson, que saiu da franquia para ser substituída pelo veterano James Foley (diretor de Glengarry Glenn Ross). Então, como se sente sobre a mudança? “É assim que as coisas acontecem,” ela diz, diplomaticamente. “Eu estou ansiosa para trabalhar com James e estou ansiosa para ter uma experiência diferente.” Ela sorri. “Essa é a alegria do meu trabalho.”

Fonte | Tradução: Laura Melo

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