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Dakota Johnson estava menos tímida em nossa recente entrevista com ela em comparação à nossa conversa ano passado para Cinquenta Tons de Cinza. Ela estava mais reservada e quieta. Mas, em Black Mass, ela fez uma boa impressão apesar de seu curto papel — ela transmite uma atuação forte e memorável juntamente ao veterano Johnny Depp.

Linda em um vestido preto da Saint Laurent, Dakota ocasionalmente roeu as unhas enquanto falamos com ela no hotel Shangri-La em Toronto. Foi uma indicação cativante de que a atriz não era auto-consciente. Ela faz 26 anos no próximo mês, mas estava bem feminina, um visual aprimorado por seu cabelo.

Para alguns, Dakota pode ser uma escolha surpreendente para interpretar Lindsey Cyr, a namorada de longa data e mãe do único filho de James “Whitey” Bulger (Johnny Depp), um dos gângsters mais perigosos da história dos EUA, em Black Mass.

Mas, a escolha do elenco pelo diretor Scott Cooper valeu a pena. De uma simples cena de jantar para uma intensa discussão em um hospital, ambas com Johnny, Dakota era equivalente ao ator. Essas cenas são um contraponto efetivo para a representação da brutalidade de Bulger, que surgiu para se tornar o Deus do crime mais conhecido de Boston. Ele estava na lista dos mais procurados do FBI até sua captura em 2011 em, de todos os lugares, Santa Monica, California.

A filha de Melanie Griffith e Don Johnson aparecerá a seguir em A Bigger Splash e How to Be Single, e também está para gravar Suspiria. Há, claro, aqueles dois filmes muito aguardados: Cinquenta Tons Mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade. A seguir, confira nossa conversa com a atriz.

Quais são suas memórias mais antigas de Johnny Depp?
Eu o conheci quando era bem jovem. Nós tínhamos um amigo de família em comum. Eu me lembro de ver Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador e Benny & Joon – Corações em Conflito e ver essa pessoa mágica que poderia andar na tela, para dentro de um quarto, ficar lá parado sem fazer nada — e fiquei fascinada. Existem poucas pessoas que conseguem ter o controle da sua atenção desse jeito.

E agora, você está trabalhando com ele.
Trabalhar com Johnny foi uma das experiências mais gratificantes que já tive. Você se pergunta como alguém como ele funciona e qual é seu sistema. Teve um momento em que estávamos filmando a cena no hospital. Era uma filmagem de perto. Ele estava tão energeticamente, 100% presente.
Foi como se uma onda de raiva, ódio e desespero viesse dele e explodisse à minha volta. Eu estava chorando do lado da câmera e tremendo. Não pude me controlar. Eu estava tentando não colidir com a câmera e arruinar sua cena. Mas eu estava tipo, Deus, isso é um artista. Essa é a mágica — esse é o negócio.

É a sua primeira vez interpretando uma mãe?
Eu interpretei uma mãe em um seriado chamado Ben and Kate. Eu amo interpretar mães. Tenho muitos irmãos mais novos e cuidei muito deles. Adoraria ter filhos.

Eu sinto que Lindsey Cyr e Whitey ou Jimmy Bulger são iguais dentro de casa. Mesmo ele fazendo o que faz fora de casa. Ela é tão forte emocionalmente quanto ele. Eu não sei o que é que atrai tanto uma mulher em um homem poderoso. O que é?
Lindsey e Whitey tiveram um relacionamento que era apenas entre eles. Ela viu um lado dele que era gentil, talvez, ou um pouco carinhoso. Ela viu a forma que ele amava seu filho e foi a única coisa que conseguiu espaço no coração de Whitey. Eu acho que foi isso que a atraiu para ele.

Você já foi atraída por poder?
Ainda não (risos). Estou trabalhando nisso.

Você entrou em contato com Lindsey Cyr como parte de sua pesquisa?
Eu não tive oportunidade de falar com Lindsey Cyr antes ou depois de filmar.
Havia muita informação disponível sobre ela. Ela se tornou cada vez mais vocal sobre seu relacionamento durante os últimos anos. Eu estava procurando filmagens para que eu pudesse estudar maneirismos ou padrões de fala mas não tinha nada da época que ela estava com Jimmy Bulger. A maior parte da pesquisa que eu fiz foi sobre Jimmy Bulger.

A segunda parte da entrevista está em seguida:

“Crescer com uma família como a minha, eu fui exposta à algumas pessoas que não eram necessariamente leais,” Dakota Johnson respondeu quando perguntamos sobre lealdade, o tema de seu novo filme com Johnny Depp, o drama gângster de Scott Cooper, Black Mass. “Isto fez de mim uma pessoa extremamente leal,” a atriz da terceira geração de Hollywood realçou em nossa recente conversa em Toronto.

Nesta segunda parte da nossa coluna com a atriz criada no meio da fama (filha de Don Johnson e Melanie Griffith, o padrasto é Antonio Banderas e a avó, Tippi Hedren), ela continua falando sobre Black Mass, crescer em Hollywood, o que ela gosta em um homem, por que ela criou um Instagram e mais.

Você acha que Lindsey Cyr sabia o que seu namorado estava fazendo, que ele era um dos criminosos mais perigosos em Boston?
Eu acho. Ela disse que sabia. Mas, eu me pergunto se ela sabia a dimensão do que estava acontecendo, com os assassinatos e outras coisas.

Você sabia alguma coisa sobre James “Whitey” Bulger antes de gravar esse filme?
Eu conhecia [ele] um pouco porque o prédio onde ele morava era propriedade da família de um garoto com quem frequentei a escola. Então quando isso aconteceu (quando as autoridades o rastrearam e o prenderam em Santa Monica, California), foi parar nos jornais, obviamente.
É uma história muito interessante saber que um fugitivo foi encontrado. Isto foi anos antes desse filme.

Quais filmes sobre gângster que você gosta?
Um dos meus favoritos é Cassino. O Poderoso Chefão I e II, Anjos de Cara Suja e Scarface. O pai do meu irmão (Alexander Bauer, que é Steven Bauer, ex marido de Melanie) está em Scarface, então eu tenho de dizer Scarface.

O filme mostra clãs e lealdade entre a vizinhança — cega ou compromissada — e traições. O que lealdade significa para você?
Crescer com uma família como a minha, eu fui exposta à algumas pessoas que não eram necessariamente leais. Isto fez de mim uma pessoa extremamente leal. Mas, se eles não irão ser pessoas boas comigo ou com os que eu amo, então eu me removeria (da companhia dessas pessoas).

Em uma entrevista com seu pai, ele disse que você não precisa de nenhuma amiga porque você sempre foi independente. Quando que você achou sua independência, sua essência?
Foi muito legal da parte do meu pai dizer isso. Eu tenho certeza que foi realmente irritante [para ele] quando eu era jovem e pensava que era independente mas provavelmente não era (risos).
Eu não sei se já achei minha essência (risos). Eu sempre me sinto um pouco fora do controle. Eu não sei se algum dia estarei completamente em controle da minha vida ou de mim mesma.

Você era má com seus pais?
Não, eu acho que só os desafiava.

Como você decide o que compartilhar ou não compartilhar com o público nas redes sociais?
Eu descobri recentemente que muitas pessoas estavam prestando atenção às redes sociais da minha família. Então eu pensei que se eu tivesse uma, então as pessoas poderiam ter [informações] diretamente de mim.
Eu também gosto muito de fotos. Eu amo olhar para álbuns de fotos das pessoas. É assim (no Instagram) e você pode fazer isso. É como se eu quisesse mostrar à Julianne (Nicholson, sua colega de elenco de Black Mass), uma foto do meu cachorro ou da minha irmã, eu poderia fazer isso.

Quais qualidades você gosta em um homem?
Alguém que é inteligente; alguém com quem possa discutir intelectualmente; alguém que tem integridade e é divertido e doce.

O oposto do Sr. Christian Grey.
Sim.

Quais são as pequenas coisas que te fazem feliz?
As pessoas serem gentis me fazem feliz. Música, boa comida, dançar…

Por que seus pais te deram o nome de Dakota?
Meus pais tinham amigas que estavam grávidas na mesma época que minha mãe. Eles iam dar o nome de Dakota para seu filho e era para eu me chamar Ruby. Meu pai pensou que Ruby Johnson soava como o nome de uma prostituta (risos). Mas, existe uma cantora incrível chamada Ruby Johnson. Então meus pais ficaram tipo, “Ah, Dakota, este é um nome muito bonito.”

Como foi sua experiência no Miss Golden Globe em 2006?
Eu estava com tanto medo. Eu nunca estive em um palco antes. Não conseguia andar em salto alto. Estava usando um vestido bem colado. Eu tinha maquiagem preta no rosto. Eu só queria me esconder (risos).
Mas, eu estava honrada de estar fazendo aquilo. Na época, pareceu como um rito de passagem. Ah, Deus, eu queria voltar no tempo e fazer aquilo de novo e ficar tipo, não tem problema em simular elegância (risos). Mas foi fenomenal.

Você pode falar sobre seu próximo filme, A Bigger Splash?
A Bigger Splash estreou em Veneza. Foi muito emocionante. Era um mundo totalmente diferente de Black Mass. Eles são completamente opostos.
É meio que uma recontagem de La Piscine com Romy Schneider, Alain Delon e Jane Birkin. Trabalhar com Luca Guadagnino (diretor) foi simultaneamente relaxado e frenético. Ele é um cineasta italiano por completo — ele vê as coisas em cores, música, energia e grava o tempo todo. Ele está constantemente imaginando e criando ideias. Tudo é muito colorido.
Minha personagem é Penelope, que era a personagem de Jane Birkin. Ela [Jane] era perversa, gostava de flertar e muito incitante como uma mulher jovem e tímida.
Eu vi a oportunidade de interpretar uma jovem que está assustadoramente em harmonia com sua sexualidade, muito manipuladora e inteligente ao ponto de que brincar com as emoções das pessoas era divertido para ela. Isso acaba se virando contra ela. Ela é uma garota de 17 anos que perceber que ela não sabe de nada, realmente. Então isso foi interessante.

Fonte | Tradução: Laura Melo

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