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Arquivo de 'Entrevista'



27.01.2018

Foram liberadas recentemente algumas notas da produção e elenco de Cinquenta Tons de Liberdade falando sobre o filme, a rotina no set de filmagens, entre outras coisas. Confira tudo na íntegra à seguir:

James Foley sobre o esforço que Dakota Johnson e Jamie Dornan colocaram na trilgoia:
Jamie e Dakota têm aquele tipo de conexão instintiva com seus personagens que atores que são realmente bons em seus papeis encontram. Nesse ponto, eles estão referenciando algo que conhecem; eles não estão brincando de faz de conta. De certa forma, Dakota se ligou ao psicológico e às emoções de Ana, e Jamie relaxa ainda mais no papel; em Cinquenta Tons de Liberdade, você o vê encontrar Christian Grey em si mesmo.

Michael DeLuca sobre o esforço que Dakota Johnson e Jamie Dornan colocaram na trilogia:
O que Jamie e Dakota tiveram de fazer nessa trilogia é acompanhar esse espaço rarefeito que alguns artistas já encontraram. Eles não só ficaram encarregados de trazer à vida dois dos personagens mais amados do último século, como também tiveram que descobrir as nuances de Christian e Ana sob os olhos inflexíveis do público. Eles lidaram consigo mesmos com graça, charme, compaixão e leveza—tudo isso enquanto canalizando as profundidades de seus personagens. Eu falo por todos os envolvidos na produção quando digo que não há outros dois atores que poderiam ter feito isso melhor.

Dakota sobre Anastasia Grey em Fifty Shades Freed:
Em Cinquenta Tons de Liberdade, há mais desse aspecto de suspense, com personagens adicionais, e mais ação—tudo isso entrelaçado com a história de amor. Uma história de amor que se desenvolveu e aprofundou. Anastasia e Christian estão casados e Anastasia foi promovida, aumentando a intensidade de ambas suas vidas pessoais e profissionais.

Dakota sobre Cinquenta Tons de Liberdade sendo uma história de amor:
Essa é uma história de amor épica mas nós fazemos nosso melhor para mantê-la mais real e confiável. É uma daquelas conexões inexplicáveis entre duas pessoas que é completamente inegável. Durante essas histórias, você vê a protagonista cara a cara com situações que requerem que um deles ou ambos a serem flexíveis com suas vontades e adaptarem-se à versão de amor do outro.

Dakota sobre a obsessão de Jack Hyde com Christian Grey:
Ele quer o que Christian Grey tem. Ele quer sua casa, ele quer seu helicóptero, ele quer sua esposa. Se ele não pode tê-los, fará o que puder para destruí-los. Ele se sente intitulado àquela vida, então não há nada que ele não pode fazer, ninguém que ele não possa machucar para conseguir o que quer… o que é punir Christian por ter a vida que ele poderia ter tido.

Dakota sobre a evolução de Anastasia durante os filmes:
No início de Cinquenta Tons de Cinza, havia essa jovem garota que nunca passava maquiagem e não conseguia de jeito nenhum montar um conjunto decente de roupas. Você sabe, ela era bem inocente e não exatamente focada em seu visual. À medida que ela vive até Cinquenta Tons de Liberdade, você tem uma jovem mulher elegante e com as unhas feitas que é a patroa em sua vida profissional e pessoal. Ela entende seu próprio corpo e sexualidade. Ela é direta e confiante; isso tudo é traduzido através de sua aparência.

Brant Daughetry sobre o caloroso acolhimento de Dakota Johnson:
[…] mas eu tenho que dar crédito à Dakota porque ela recebeu a todos de braços abertos—ela é uma das pessoas mais gentis que já conheci. A conheci brevemente no primeiro dia. Ela veio no dia seguinte e perguntou, ‘Brant, como você está hoje?’ Eu pensei, ‘Uau, tem tanta coisa acontecendo para você agora, e nós não trabalhamos juntos—mal nos conhecemos.’  Ela tirou um tempo para lembrar o nome de todos e recebê-los. É um pouco desesperador vir para esse mundo grande, secreto, mas ela e James Foley fizeram essa experiência ser incrível.

Dakota sobre aprender a mexer com uma arma de fogo e dirigir o 2017 Audi R8 V10:
Há armas, acrobacias e perseguições de carro… bem oposto ao estilo de vida bastante sedentário de Ana no primeiro filme.

Dakota sobre gravar a cena do casamento:
Eu me casei com Jamie 14 vezes naquele dia. Por si só, é engraçado fazer uma cena de casamento, usar um vestido de noiva e recitar todos aqueles votos de casamento, mas é ainda mais bobo fazer isso com ele. Não conseguíamos lembrar de jeito nenhum dos nossos votos e caíamos na gargalhada durante as tomadas. No entanto, foi ótimo ter todo o elenco no set naquele dia; isso é sempre muito divertivo.

James Foley sobre filmar a cena da Torre Eiffel com Dakota e Jamie:
A coisa mais especial para mim é como Jamie e Dakota ainda riem com o outro. Nós gravamos uma cena onde a Torre Eiffel aparecia no fundo, Dia 103 de gravações, e eles ainda riam e curtiam o outro. Aquilo, claro, é a essência do filme, e o fato de que eles foram capazes de ter aquele tipo de química—é a coisa mais doce que tem.

Fonte | Tradução: Laura M.

27.01.2018

Recentemente, Dakota concedeu uma entrevista ao jornal italiano La Stampa, e ela falou com eles sobre seu próximo filme, Cinquenta Tons de Liberdade, Hollywood, Chris Martin, entre outros. Confira a matéria traduzida por nós a seguir:

Lançado em 2015, Cinquenta Tons de Cinza, o primeiro filme da trilogia baseado nos livros mais vendidos de E. L. James, foi acompanhado por uma grande antecipação e debate: uma história erótica, centrada em práticas de sadomasoquismo, capaz de capturar as fantasias sexuais de milhões de pessoas. O último filme da série, Cinquenta Tons de Liberdade, que será lançado em algumas semanas, no Dia dos Namorados (norte-americano) deveria ser um momento de triunfo. Mas em três anos, o mundo mudou. Especialmente nos últimos seis meses, uma vez que as revelações sobre os abusos de Harvey Weinstein e outros atores de Hollywood abalaram as bases do cinema e de todos os setores de produção. E agora o novo e final capítulo será acompanhado de protestos, visto como um veículo que normaliza o abuso e circunda a violência doméstica com glamour.

No centro de tudo isso, uma garota de de 28 anos, Dakota Johnson, Anastasia Steele no filme ao lado de Jamie Dornan. Dakota poderia estar na defensiva, mas ela é filha de Don Johnson e Melanie Griffith. Antonio Banderas é o seu padrasto, sua avó é Tippi Hedren e ela é uma profissional. Tanto que Johnson agora é também uma das ativistas da Time’s Up. “Acusações sem fundamento – ela afirma. Anastasia ensina as mulheres a encontrarem o seu caminho e a terem mais confiança em si mesmas.”

Como você mudou nestes 3 anos? E como você mudou para Anastasia?
Comecei a trilogia quando tinha 23 anos e nunca havia feito uma cena de sexo ou de nudez. Eu tinha medo, mas era uma história que eu queria contar. Eu me expus de muitas maneiras, fisicamente e emocionalmente. Fiquei vulnerável. Então, com o sucesso da série, tive que aprender a me distanciar do meu personagem, para lembrar que ainda tenho um longo caminho a percorrer. E espero que, no final, as pessoas se lembrem que Anastasia é apenas um personagem, que não reflete minha vida pessoal. Há mulheres que vêm e me agradecem por ajudá-las a se sentirem libertas sexualmente. Eles não precisam me agradecer, mas sim a E. L. James. Eu sou um instrumento. Não é um caso de vida imitando arte.

Na vida real, no entanto, muitas coisas estão mudando, em Hollywood e em outros lugares. As recentes controvérsias mudaram as estratégias de lançamento do filme?
Não posso falar sobre o marketing, pois não é minha decisão. Mas não acho que meu personagem ou o filme prejudiquem a forma como as mulheres são tratadas em nossa indústria. Em qualquer caso, acho que a série dá às mulheres o poder de tomarem iniciativa e terem mais confiança em si mesmas, em seus relacionamentos e empregos. A força para serem tratadas de forma justa. Anastasia no filme passa por todas essas experiências. A arte, criatividade e cinema podem ajudar muito em mudar as coisas. E se eu posso fazer qualquer coisa para apoiar o movimento e ajudar a alcançar esses objetivos, estou lá.

Você sente um sensação diferente de solidariedade feminina?
Sim, não é que já existisse competição e rivalidade antes, mas agora fiz muitas amizades com mulheres que admirei toda a minha vida. Não temos nenhum problema em falar umas com as outras e sermos honestas e abertas. Conversamos muito entre nós e esse é um valor que não será perdido.

Que tipo de homem você quer? E como vão as coisas com Chris Martin, líder do Coldplay?
Como o filme ensina, não existe um tipo de amor. Quanto a mim, quero um homem que me respeite e apoie meu trabalho tanto quanto o dele. Quanto ao resto, prefiro manter essas coisas privadas.

Dakota, há outro homem importante em sua vida artística: Luca Guadagnino, com quem você fez “A Bigger Splash” e agora o remake de “Suspiria”.
Com Luca, tive a relação de trabalho mais colaborativa da minha vida. Ele consegue estimular uma parte diferente da minha criatividade. Então, passei tanto tempo com ele na Itália que aprendi a apreciar o seu país, a experimentar a cultura e os costumes de uma forma mais íntima. Eu me sinto sortuda por isso e gostaria que meu italiano fosse melhor. As pessoas estão discutindo e gesticulando, mas não há ódio. Tudo vem do amor e da criatividade. Da paixão.

Fonte | Tradução: Bárbara S.

23.01.2018
postado por Laura Melo e categorizado como Dakota Johnson, Entrevista, Galeria, Notícias

Dakota compareceu ao 75th Annual Golden Globes Awards no dia 07 de janeiro, porém o início do seu dia não foi tão glamuroso quanto a noite. Ela contou ao The Hollywood Reporter o que aconteceu e vocês podem conferir a breve entrevista, que está na edição de 17 de janeiro de 2017 da revista, traduzida à seguir:

Com 4 filmes em 2018, a vida deveria ter cheiro de rosas para Dakota Johnson– mas ela acordou no dia 07 de janeiro em sua casa em Hollywood Hills para encontrar uma “situação fedorenta.” Se tornou uma epidemia. “Essa foi a quarta vez em um ano,” ela diz com uma risada. “Graças a Deus, isso [envolveu] o cachorro de outra pessoa, não o meu.” Johnson adiciona que, como uma ex Miss Golden Globe, ela vê a mudança de título que o HFPA fez para Golden Globe Ambassador como “brilhante. Qualquer um que quer fazer isso deveria ter a oportunidade. Igualdade de gêneros é fundamental.”

Tradução: Laura M.

19.01.2018
postado por Laura Melo e categorizado como Dakota Johnson, Entrevista, Notícias

No dia 07 de janeiro, Dakota compareceu ao 75º Globo de Ouro em Los Angeles, tapete vermelho cheio de estrelas usando preto em prol da campanha Time’s Up, que apoia mulheres que sofreram abuso sexual, assédio, em qualquer indústria. Ela concedeu uma entrevista ao The Adventurine sobre as jóias que usou na grande noite, assim como as jóias que usa diariamente, entre outras coisas. Confiram a tradução abaixo:

O histórico tapete vermelho do 75th Annual Golden Globe Awards pode ter sido algumas semanas atrás, mas a beleza da noite, para não mencionar a mensagem poderosa da Time’s Up, deixaram uma impressão permanente.

Dakota Johnson mostrou seu apoio à causa postando em seu Instagram logo antes do evento, exclusivamente postando mensagens do movimento para seus 2 milhões de seguidores. Então, a atriz de Cinquenta Tons de Liberdade passou pelo tapete vermelho em solidariedade, usando um vestido preto da Gucci acompanhado de uma explosão dramática de cristais nas costas e jóias de diamante da Nirav Modi que chamaram atenção.

Da realeza de Hollywood, Dakota é, claro, a filha de Melanie Griffith e Don Johnson. Eu menciono isso porque há relação com uma jóia que a estrela de 28 anos usa todos os dias. Descubra tudo sobre ela e muito mais sobre sua paixão por jóias em nosso Q&A.

Você tem um histórico em usar grandes jóias com vestidos de gala da Gucci. Estou pensando no seu visual do Oscar no ano passado e, claro, do Globo de Ouro. O que você sente que as jóias trazem para as roupas?  
Eu amo jóias. É a maneira perfeita de personalizar uma roupa e se expressar. A intensidade ou sutileza das jóias pode mudar a vibe de uma roupa completamente, é apenas uma questão do seu humor, eu acho.

Há um mundo cheio de jóias que você pode escolher para usar em um evento como o Globo de Ouro. O que te atraiu para esse conjunto de peças da Nirav Modi?
Quando nós estávamos preparando meu visual para o Globo de Ouro com Kate Young, minha estilista, os brincos e braceletes da Nirav Modi foram as primeiras peças a chamarem minha atenção. Elas eram elegantes, simples e deu perfeitamente certo com o vestido que escolhemos.

No The Adventurine, nós sentimos que uma vasta maioria das jóias do Globo de Ouro não eram somente lindas, mas eram tão corajosas e poderosas quanto os vestidos pretos usados em sinal de solidariedade com o movimento Time’s Up. Você achou que as jóias da Nirav Modi eram poderosas ou como você as descreve?
Era incrivelmente importante para mim que as jóias parecessem fortes sem distrair [o público] do movimento Time’s Up. Eu acho sim que as jóias da Nirav Modi eram poderosas porque enquanto elas eram lindas e faziam declarações, elas nunca tiraram o foco do que estávamos tentando dizer naquela noite.

Se você pudesse adicionar ou seus brincos ou braceletes da Nirav Modi do seu visual do Globo de Ouro ao seu porta-jóias pessoal, qual escolheria e por quê?
Eu escolheria os braceletes Embrace que usei. Eles dão certo com qualquer coisa e são chiques e glamurosos.

Você tem alguma pedra preciosa favorita, seja diamantes, rubi, esmeralda ou safira?
Diamantes, surpresa surpresa, são provavelmente minhas pedras preciosas favoritas. Não tenho um motivo ou porquê, mas não acho que preciso de um!

Tem alguma jóia que você usa o tempo todo? 
Eu uso uma aliança de diamantes que era a aliança de casamento da minha mãe de quando ela era casada com meu pai.

Fonte | Tradução: Laura M.

16.01.2018

Deusa! Dakota Johnson é a mais nova capa da revista norte-americana Allure e, além de várias novas fotos lindas dela tiradas por sua parceira na campanha Gucci Bloom, Petra Collins, traduzimos a entrevista na íntegra para vocês. Vejam, a seguir, scans, outtakes, screencaps e (em breve) o vídeo dos bastidores legendado!

O típico perfil de celebridade abre com uma descrição do que o sujeito está usando—a saia jeans que encaixa nela como um abraço caloroso, ou como ela largou seus sapatos e seus pés estão “escondidos sob suas pernas.” Mas estou perdido quanto à descrição do que o sujeito está vestindo porque não conheci Dakota Johnson. E, de fato, nunca irei. Devido às demandas de ser uma celebridade e uma enxaqueca inoportuna, não é meu destino conhecer a atriz de 28 anos. Desse modo, ao invés de fazer uma introdução da aparência de Johnson, eu te ofereço uma descrição do que estou vestindo: um suéter azul escuro de lã merina (que encaixa em mim como um abraço caloroso), calças com estampa de camuflagem que eu uso apesar de uma mancha abaixo do joelho esquerdo, tênis velhos que minha mãe zomba (e guardo rancor dela por isso). Há muito o que falar desse relacionamento e eu posso ter tempo o suficiente para fazer isso porque meu prazo é iminente e Dakota Johnson não está sentada à minha frente.

Enquanto isso, eu começo a pesquisar sobre ela com a intensidade de um assassino em série—apenas mais minuciosamente. Ela dirige um Ford F-150 e também um Porsche Carrera. Seu número de calçado é 35. Sua cor favorita é laranja (de acordo com a Internet). Ela é tímida com redes sociais, que torna extremamente difícil descobrir curiosidades sobre ela. Ela fica nua para as câmeras com frequência. Nos anos 80, sua mãe era uma secretária em Manhattan e seu pai era um detetive disfarçado em Miami. E também, o número de calçado dela é 35.

Mas prazos são prazos, e por último me dizem “Você pode fazer uma entrevista por telefone e transcrevê-la até segunda-feira?” (É quinta-feira.)

No dia seguinte, às 13:30, o telefone começa a tocar—e não é DESCONHECIDO ou PRIVADO ou MARMONT, CHATEAU. É JOHNSON, DAKOTA. Eu admiro sua humildade antes de atender. “Eu comprei um café gelado. O de maior tamanho, tem gosto de água e eu estou brava pra caramba,” ela diz, rindo. Sua risada é como uma versão sônica de uma daquelas lâmpadas de transtorno afetivo sazonal—e as semanas que passei esperando por ela se dissipam em segundos. Não faço ideia do que ela está vestindo e, ainda assim, tenho o dever jornalístico de descrever, então peço para ela fazer isso para mim com mais detalhes possíveis.

“Estou nua!” Ela ri novamente e manda toda a serotonina do meu corpo para o meu cérebro. “Não, estou usando um traje hazmat e embaixo dele tenho um vestido de babados e lantejoulas porque é isso que eu uso quando estou malhando. E meias de casemira, e um chapéu fedora, porque quem não ama um fedora? Eu também estou usando muita maquiagem.” Ela começa a rir alto depois dessa última parte.

Ela está no carro. Johnson está dirigindo por Los Angeles, navegando suas ruas entrelaçadas com a confiança de alguém que essencialmente cresceu em Hollywood e com a habilidade de condução de alguém que nunca esteve lá e também não consegue dirigir. Durante o curso da nossa conversa, ela perde a saída para a via expressa (depois de 5 saídas!) e acaba indo para Crenshaw, uma vizinhança que ela descreve para mim como… um lugar onde ela não mora. Depois, ela quase atropela um pedestre cego. “O que eu faço?” ela grita comigo, uma pessoa a quase 5 mil quilômetros de distância. Eu não sei o que dizer além de “Não atropele-o!” Ela não confirma o status dele, mas é seguro dizer que pelo seu comportamento casual durante o restante da nossa ligação ela poupou sua vida.

Isso é um fato observável: Johnson é muito legal. Ela é legal em todas as métricas: a campanha da Gucci e os amigos famosos e os filmes prestigiados com diretores célebres. Ela também é legal de uma maneira intangível, autêntica. Isso é, talvez, o mais evidente em seu papel de musa casual para tantos. O diretor criativo da Gucci, Alessandro Michele, levou Johnson ao Met Gala no ano passado depois de selecioná-la para estrelar na campanha Gucci Bloom ao lado de Hari Nef e Petra Collins. Luca Guadagnino, que surgiu como um dos diretores mais aclamados de 2017 por ‘Call Me By Your Name’, escalou Johnson em seu filme de 2015, ‘A Bigger Splash’, e os dois desenvolveram um grande relacionamento profissional, com mais projetos por vir. “Nós conversamos quase todos os dias,” ela diz. “Estamos constantemente criando e pensando o que vamos fazer a seguir, como iremos desenvolver… qual a próxima coisa que tentaremos completar?”

Os filmes de Guadagnino são cheios de espectros acima de espectros de emoções humanas, contando com performances puras, íntimas, intensas de seus atores para contar a história. “É aterrorizante,” Johnson explica. “Mas é catártico. E faz meu coração bater.” Em seus termos, esse é o papel do ator: ser vulnerável. Sentir tudo. Processar, simpatizar, transmitir tudo de volta à um público e esperar que alguém vá ao cinema sentir aquela relação. “Todos se tornaram tão isolados pelas redes sociais… mas às vezes essa é a coisa mais importante—apenas saber que alguém está lá que pode conversar com você e é uma pessoa de verdade,” ela diz. “Eu acredito na conexão humana.”

Em adição ao seu trabalho em filmes, Johnson está desenvolvendo uma instituição sem fins lucrativos chamada Instituto Kindness, uma rede digital de saúde que liga estudantes de medicina e doutores (e voluntários de saúde física e mental tanto da medicina oriental quanto ocidental) à pessoas que estão procurando respostas para tudo desde problemas de sinusite até problemas emocionais. “Um ponto central online,” ela me conta, “para ajudar as pessoas a entenderem seus corpos, serem gentis consigo mesmos e, em retorno, serem gentis com outras pessoas. Há um sistema de apoio, uma conversação, uma conexão.”

Como várias outras pessoas (não famosas) que conheço, Johnson passou pelo último ano como uma profunda crise pessoal, mas ela vê motivo para ser otimista.“Já faz um ano desde a eleição [presidencial em 2016], e muitos artistas que eu admiro tiraram aquele ano para aprimorar suas perspectivas.” Ela se refere àSarah Silverman, cujo programa de entrevistas, I Love You, America, estreou no final do ano passado—um comunicado de imprensa da Hulu descreve o programa como“[relacionando] com pessoas que talvez não concordem com suas opiniões pessoais através de honestidade, humor, interesse genuíno pelos outros.”Parece que Johnson encontra consolo em seu trabalho. “Eu não sei como explicar de uma forma que não soe sentimental, mas quando estou em um projeto, estou nele por uma certa razão, e estou envolvida com as pessoas por uma razão, e é sempre um tipo de casamento estranho com algo que está acontecendo em minha vida, ou o personagem tem alguma conexão com algo que está acontecendo [em minha vida].”

Isso é verdade em relação ao seu trabalho com Guadagnino, mas também à sua “grande franquia nua,” o sucesso que a impulsionou à vida de estrela de cinema há três anos. ‘Cinquenta Tons de Liberdade’, o terceiro e último longa da adaptação literária que fala sobre sadomasoquismo em que Johnson estrela desde 2015, estreia no mês que vem. Ela, decididamente, não está triste com o fim da trilogia. Mas, está extremamente grata pela experiência, que ela diz ter ajudado a moldá-la como uma atriz e como ser humano.

“Fundamentalmente, sou aberta e calorosa. Em meu núcleo, sou um coração sangrando. Mas, quando sua vida é exposta e quando o filme que expõe sua vida está expondo suas emoções e seu corpo, pode ser algo muito assustador. Durante essa experiência, aprendi que posso expor meu coração e minhas emoções e ainda consigo me proteger. Eu posso ser vulnerável e, ainda assim, forte. É um constante fluxo e refluxo, uma batalha de tentar descobrir como ter essas coisas coexistindo dentro de mim. É por isso que estou grata.”

Há uma humildade e autenticidade nela que a faz parecer uma civil impotentemente presa dentro do corpo de uma pessoa famosa. Mesmo quando ela revela a mim que seu principal meio de transporte é um Porsche (eu já sabia disso; foi uma pergunta de cortesia), ela o faz com vergonha: “Queria que fosse uma piada.” Ela dá a descrição real do que está usando, e eu incluirei aqui porque sou um jornalista. “Meu cabelo está muito sujo, meio oleoso, e estou usando um velho par de calça jeans preta e uma jaqueta jeans azul. Não tive tempo de lavar meu cabelo, então estou meio nojenta. Mas uma nojenta chique, sabe?” Certo. Alguma maquiagem? “Todos os meus protetores labiais têm um pouco de cor neles,” ela diz, adicionando com ironia, “porque eu sou uma garota.” Ela deixa escapar uma risadinha que faria um bebê coelho implodir. Sua escolha para os lábios hoje é um protetor labial cor de ameixa da marca By Terry que eu imagino que brilha na luz quando ela sorri, ou pega no seu cabelo, algo assim. Eu só posso especular.

Para todas as suas qualidades positivas, Johnson tem um grande defeito: Ela não é fofoqueira, o que é a coisa mais enfurecedora sobre falar com ela. No final da entrevista, eu abandono qualquer rastro de dignidade profissional e peço logo de cara alguma informação suculenta.“Vamos lá!” Eu imploro. “Uma coisa.” Ela procura algo em seu cérebro, mas a estrela em tempo integral, musa em meio período e às vezes fã de Coldplay (que dias antes havia voado para a Argentina para vê-los performar e definitivamente não para ver Chris Martin, que há rumores de ser seu novo namorado) não conseguiu achar nada excitante.“Estou tentando pensar em algo bom e engraçado,” ela diz, bem séria. “Sinto que quando você ouvir novamente [essa conversa] haverá algumas frases de efeito ridículas.” Ridículas, não. Está mais para sincera, irreverente, um pouco inesperada—e isso é apenas sua risada.

Tradução: Laura M.