Dakota fala sobre ataques de pânico no set e Cinquenta Tons de Liberdade para a ELLE
11.02.2018

Enquanto promovia Cinquenta Tons de Liberdade na bela Paris, Dakota concedeu uma entrevista pelo telefone com a revista ELLE. Confira à seguir o que eles conversaram:

Nunca tema—o escape erótico se aproxima, comCinquenta Tons de Liberdade chegando aos cinemas nessa semana. O filme finaliza uma trilogia baseada nos sucessos literários de E. L. James, que detalha (e nós enfatizamos o detalha) o romance com sabor de sadomasoquismo do bilionário que gosta de brinquedos sexuais Christian Grey com a própria, a única Anastasia Steele.

Em sua final aparição nas telonas, Ana—interpretada por Dakota Johnson—parece estar tendo seu retorno de Saturno. Tem muita coisa acontecendo, para ser sincero. Ela se casa com Christian, o possessivo-mas-aprendendo-a-melhorar (a parte do “Mrs. Grey” ainda não foi decidida), ganha um trabalho novo e uma casa nova gigante, é perseguida por seu antigo chefe, e—uh oh—acidentalmente engravida. Além desses grandes eventos em sua vida, nós também vemos Ana se defender em seu relacionamento do jeito que sempre fez, exceto que as apostas nunca estiveram tão altas.

Pelo telefone direto de Paris, Johnson contou à ELLE.com sobre a adição de última hora no filme que irá agradar os fãs, o vestido de casamento de Ana da marca Monique Lhullier, e… “coisas de bumbum”. Sim, confie em mim, tudo fará sentido em um minuto.

Os fãs ficarão feliz em verem a cena do sorvete entre Christian e Ana. Ela estava no segundo livro, mas não estava no segundo filme. Você pode nos contar sobre as gravações dela?
Ela foi uma cena adicional. Não gravamos originalmente enquanto estávamos filmando, gravamos depois nas regravações, então foi meio engraçado se distanciar do papel por um ano para depois voltar e gravar poucas cenas por dois dias. Foi um momento adicional, mas foi divertido.

Era sorvete de verdade?
Sim, era sorvete, mas sou alérgica a laticínios—então era sorvete de coco sem laticínios ou algo assim.

Então não era Ben & Jerry’s no final das contas.
Ah, não, não era—aquilo era magia cinematográfica.

Você e Jamie Dornan falaram constantemente sobre rir e se divertir no set. Há algo engraçado acontecendo nos bastidores?
Muitas coisas—tem sempre coisas acontecendo que não são o que você acha, mas essa é a glória dos filmes. Na maior parte do tempo, as coisas não são luxuosas. Elas não são glamourosas, e elas são em grande parte vergonhosas, mas nós temos a habilidade de nos colocar em uma luz boa.

Como nos outros dois filmes, você tem algumas cenas de nudez. Qual é a rotina de malhação da Ana Steele?
Muito dessa rotina era dieta, então especialmente em dias que eu tinha cenas de nudez para gravar, eu ficaria longe de açúcares e coisas que te incham ou te fazem sentir meio pesada e letárgica. E então eu corria muito. Nós tínhamos uma academia em um dos trailers, então se tivéssemos um intervalo durante o almoço ou eu tivesse um descanso entre cenas, o que era muito, muito raro porque estou em basicamente todas as cenas… mas não sou uma pessoa matinal, então eu não iria malhar assim que o sol nascesse antes de ir trabalhar. Eu começava a gravar às 4, 5 da manhã, então eu malhava durante o almoço, fazia um treino cardio e então aqueles pequenos movimentos que você faz para certos músculos. Não sei do que chamam esses: hidrantes e levantamento de perna, sabe, muitas coisas de bumbum.

Ah, coisas de bumbum? Todo mundo ama isso.
Coisas de bumbum, pois é. Eu malhava para caramba. Me matava todos os dias, porque não é fácil fazer esse trabalho durante o curso dos anos. É difícil manter isso, então obtive muita ajuda de nutricionistas, de pessoas que são bem atléticas. E eu também cavalgava no fim de semana—o que não era permitido, mas não contei a ninguém.

Relembrando todos os filmes de Cinquenta Tons, você tem uma cena sexy favorita ou alguma que é sua menos favorita?
Eu não tenho uma favorita… todas elas foram muito difíceis para mim, para ser sincera. Eu tenho uma menos favorita, e é do terceiro filme. Tem uma cena em que Ana está acorrentada a uma porta suspensa no quarto vermelho e de olhos vendados, ela está algemada em seus pulsos e pés. Aquilo foi difícil, porque não importa o quanto você saiba que aquele ambiente não é real, o quanto você está protegida e segura e pode trabalhar em sua própria velocidade, seus sensos estão privados. Quando você não consegue se proteger fisicamente e não consegue ver nada, automaticamente seu sistema nervoso começa a entrar em ação, e você se torna… seu cérebro reage de uma maneira que é meio ingovernável. Eu não conseguia realmente controlá-lo, então foi um momento difícil. Meu corpo me traiu—você entra um ataque de pânico sem poder decidir se terá um ataque de pânico ou não.

Isso soa estressante—tem algo que você pegaria para você do quarto vermelho?
Provavelmente não pegaria nada.

Você está tipo, “Tchau.”
Sim.

Há muita coisa acontecendo com Ana no filme. Seu vestido de casamento é lindo—como foi vesti-lo e gravar aquela cena?
O engraçado sobre guarda-roupa de filmes é que você tem a oportunidade de usar coisas e fazer coisas que ou você nunca fez em sua vida ou nunca terá a chance de fazer. Foi engraçado, parecia uma fantasia de verdade—não pareceu “minhas roupas” de forma alguma. Foi algo divertido e engraçado de se fazer. O vestido era lindo e foi feito sob medida para meu corpo; eles realmente fizeram um vestido de casamento para mim. Levou muito tempo e nós tivemos várias provas—não preciso fazer isso novamente.

Fonte | Tradução: Laura M.

postado por Laura Melo na categoria Cinquenta tons de liberdade